quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

A LOUCURA EM SERGIPE


A Loucura em Sergipe (por Antônio Samarone)

O Jornal Correio de Aracaju, edição de 23 de fevereiro de 1943, divulgou com grande ênfase uma carta do Dr. Garcia Moreno, Diretor da Colônia de Psicopatas, anunciando importantes incorporações tecnológicas da psiquiatria sergipana. Observem os termos mais esclarecedores da missiva:

“Comunico que desde outubro de 1942 o nosso Hospital Colônia de Psicopatas inclui em seus trabalhos rotineiro, ao lado da aplicação mais antiga dos métodos de Sakel e Meduna (insulina e cardiazol), a convulsoterapia de Cerletti e Bini”.

“Possuímos um aparelho de eletrochoque terapia fabricado pela Offener Electronies, dos Estados Unidos, do tipo mais moderno e portador das mais recentes inovações técnicas, de notáveis vantagens práticas (máquina de curar louco). Custou ao Governo Estado perto de treze mil cruzeiros e chegou a Aracaju por via aérea, o aparelho pesa menos de oito quilos”.

“Quase quarenta pacientes já foram, entre nós, submetido ao método de Cerletti, num total de crises convulsivas que andam perto de novecentas”.

A convulsoterapia elétrica era apontada como um grande avanço para psiquiatria pelas seguintes vantagens: baixo custo; rapidez na aplicação; e substituir a convulsoterapia cardiozóliza, muito temida pelos pacientes devido à elevada freqüência de fratura de costelas.

Continua Dr. Garcia Moreno em sua carta:

“Aqui, como em outras partes, duas a três aplicações semanais de uma corrente elétrica de 450 miliampere, durante 0,2 segundos através do cérebro, tem em pouco mais de um mês reconduzido a vida psíquica normal homens e mulheres”.

“Como se vê, a psiquiatria não é mais uma especialidade médica de literatos e filósofos. Não na medicina moderna, afora a cirurgia, setor de maiores ousadias técnicas. Como se vê, o doente mental encontra hoje recursos terapêutico tão eficientes quanto os que beneficiam as demais especialidades médicas”.

Antônio Samarone.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

AS GRANDES MURALHAS...



As Grandes Muralhas... (Por Antônio Samarone)

Em meados do século XX, Itabaiana era uma cidade de camponeses, artesãos e negociantes. Com a chegada da BR - 235 e do Colégio Murilo Braga, emergiram os caminhoneiros e os intelectuais. A cidade se desenvolveu, veio a riqueza.

Nesse primeiro período, havia uma acentuada igualdade: nem éramos muito ricos, nem muito pobres. A terra era bem dividida, o dinheiro também. A cidade era urbanisticamente misturada. O Beco Novo, onde moravam os pobres, terminava na Praça da Igreja, onde moravam os ricos.

Ricos, remediados e pobres, na hora das brincadeiras de prender e soltar, “pé em barra”, das peladas de futebol, dos banhos nos tanques, de roubar manga, íamos todos juntos, ou quase juntos. As festas eram as mesmas. Santo Antônio era dos pobres, mas também protegia os ricos. Todos torcíamos pelo Itabaiana.

Itabaiana cresceu, os ricos aumentaram e os pobres também. O talentoso Melcíades (o nosso Gaudí), criou uma arquitetura típica, um novo estilo urbano. Os ricos construíram o bairro Morumbi. Já não éramos mais a misturada comuna primitiva.

Recentemente, um criativo empresário segregou ricos de pobres, criou grandes condomínios. Dividiu a cidade com grandes muralhas. Muito muro, cerca elétrica e guardas. “Cada macaco em seu galho”, dizem os entusiastas dessa Itabaiana. Hoje uma parte da cidade está cercada!

Urbanisticamente, somos duas Itabaianas. Uma dentro dos muros e outra fora. A Itabaiana de dentro, pode circular livremente pela de fora. Mas a Itabaiana de fora, para circular nos condomínios cercados, precisa se identificar na portaria, dizer o que vai fazer, quem vai visitar e receber o sinal verde.

Não estou fazendo juízo de valor, apenas descrevendo uma realidade.

Dirão os mais apressados: “Mas esse apartheid não foi inventado em Itabaiana”.

Eu sei!

Ocorre em Itabaiana que, o idealizador das “grandes muralhas” quer ser Prefeito, será candidato e deve apresentar “propostas” para a Itabaiana do futuro. É o que se espera.

Todos dentro dos muros? Cercar tudo, como nas cidades medievais?

Eu não sei. Prefiro aguardar!

Que Itabaiana queremos construir e para quem? É essa a minha curiosidade.

Antônio Samarone.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

PARIR OU NÃO PARIR...


Parir ou não parir... (por Antônio Samarone)

Segundo a OMS, o parto é um processo fisiológico e natural que pode ser vivenciado sem complicações pela maioria das mulheres e bebês. Desde 1985, a comunidade médica internacional considera que a taxa ideal de cesárea (parto cirúrgico) fique entre 10% e 15%.

Como andam os partos em Sergipe?

Entre o parto à fórcipe, o parto cirúrgico, o parto normal e o parto natural existem distâncias e uma convergência: os partos no Brasil precisam ser humanizados.

O que é o parto natural?

O parto natural é o realizado sem intervenções ou procedimentos desnecessários durante o período do trabalho de parto, no parto ou pós-parto. E com o atendimento centralizado na mulher. No parto natural, a saída do bebê ocorre pelo canal da vagina, sem qualquer intervenção cirúrgica.

O parto natural é o parto normal sem intervenções, como anestesias, episiotomia (corte cirúrgico feito no períneo) e indução. O tempo da mãe e do bebê são respeitados e a mulher tem liberdade para se movimentar e fazer aquilo que seu corpo lhe pede.

Em Sergipe, os partos normais caminham para a extinção.

Em 1997, dos 43.530 partos em Sergipe, 35.075 foram partos normais (via vaginal), 7.884 cesáreas (cirúrgicos) e 571 ignorados (sem informações). A proporção de partos cirúrgicos foi de 18%, um pouco acima do preconizado pela OMS, mas dentro de um limite.

Em 2007, dos 36.920 partos em Sergipe, 26.170 foram partos normais, 10.686 cesáreos e 64 ignorados. Não se assustem com a redução dos partos, foi isso mesmo, os nascimentos diminuíram. O que chama a atenção é que a proporção de partos cirúrgicos, aumentou para 29%.

Em 2017, dos 35.061 partos em Sergipe, 19.697 foram partos normais, 15.356 cesáreos e 8 ignorados. A proporção de partos cirúrgicos elevou-se para 43%, quase a metade.

Em Sergipe, o crescimento dos partos cirúrgicos avançou de 18% em 1997, 29% em 2007, para 43% em 2017. Se a tendência continuar, em quantos anos teremos todos os partos cirúrgicos.

Quem quiser parir pela via vaginal, sentir as dores do parto, que se apresse, em Sergipe pode virar coisa do passado.

Antônio Samarone.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

O COMUNISMO LÁ E CÁ.


O comunismo lá e cá... (por Antônio Samarone)

A China construiu e botou em funcionamento um hospital com 1.600 leitos, em 8 dias.

Essa maternidade em Aracaju (foto), que está sendo construída no bairro 17 de março, se arrasta há 5 anos.

A obra, orçada inicialmente em R$ 11.357.195,75, foi iniciada no dia 8 de junho de 2015. O Ministério da Saúde (MS), liberou a primeira parcela em setembro de 2015, no valor de R$ 50 mil e a segunda parcela no dia 29 de dezembro de 2015, no valor de R$ 1.110.640,00.

A obra hoje já está em 17 milhões (o aumento do saco de cimento), e a prefeitura não sabe quando entrega.

Por que a construção da maternidade da Prefeitura está sendo empurrada com a barriga?

Em Aracaju são realizados por mês 1.665 partos (dado de 2017). Cerca de mil partos/mês pelo SUS. A rede pública atende em duas maternidades: a Nossa Senhora de Lurdes (79 leitos) e a Santa Izabel (89 leitos). Ou seja, os mil partos/mês pelo SUS são atendidos pelos 168 leitos existentes. Não se tem notícia de fila para parir em Aracaju. Está funcionando!

Recentemente, o Estado gastou uma pequena fortuna para reformar a antiga maternidade Hildete Falcão Batista (62 leitos). Continua fechada para partos.

A Universidade Federal de Sergipe está concluindo uma maternidade com 118 leitos, com previsão de entrega para maio de 2020 (isso mesmo, esse ano).

Ou seja, já existem prontos mais 180 leitos de maternidade para o SUS, em Aracaju, superior aos leitos já existentes e que está dando conta. Como o número de partos não vai aumentar, nem os recursos repassados pelo Ministério da Saúde, com a oferta de novos leitos, vai precisar dividir o orçamento pelos partos realizados em cada maternidade, inviabilizando o financiamento de todas elas.

Você pensa que a falta de planejamento parou por aí? Não! A bem gerida Prefeitura de Aracaju está construindo essa outra maternidade. Com as seguintes especificações:

A maternidade da Prefeitura terá 50 leitos de média complexidade, 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, 10 leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional, cinco leitos de Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru, 50 alojamentos conjuntos (mãe e bebê agrupados); duas salas cirúrgicas com três leitos de recuperação pós anestésica; três leitos de cuidados intermediários; dois leitos de estabilização; nove leitos de aplicação de medicação e observação, e oito quartos PPP.

Deus benza! 

Resta saber quem pagará a conta para ela funcionar. Vai dividir os repasses do Ministério da Saúde com as demais maternidades de Aracaju. Na Saúde construir é fácil, o difícil é manter em funcionamento.

Talvez por isso, a construção da maternidade da Prefeitura se arraste a passos de tartaruga.


Antônio Samarone. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

ATEU E À TOA...


Ateu e à-toa... (por Antônio Samarone)

Itabaiana sempre foi uma terra de carolas, papa-hóstias, com poucos ateus declarados. O ateísmo era uma aposta arriscada. E se Deus existisse? Os descrentes preferiam a dúvida, ou até mesmo uma crença da boca para fora. Nesse campo dominava o oportunismo: é melhor acreditar, pois existindo a gente está coberto.

Itabaiana respirava Trento. Um terra de muitos padres e freiras.

Ateu por convicção, materialista puro-sangue, só Zeca Cego, camponês e comerciante, que nasceu e se criou num sítio, perto do povoado Cova da Onça. Em Itabaiana existiam agnósticos, céticos, epicuristas, indiferentes, panteístas, maçons, macumbeiros, niilistas, excomungados, incrédulos, hereges, mas ateu mesmo, só ele.

Zeca Cego era um típico ateu de aldeia. Um ateísmo visceral, solitário! Um Aldeão que leu Hegel e Feuerbach, Marx e Lenine, e mandou cunhar no frontispício de sua casa: “A religião é o ópio do povo.”

Zeca Cego nunca recebeu um sacramento, nem por formalidade. Era pagão e se casou só no civil. Ele era um convicto, um missionário do ateísmo: “Graças a Deus, Deus não existe”. Seu Zeca citava Bakunin: “Se Deus realmente existisse, era preciso fazê-lo desaparecer.”

Posso afiançar que se o manifesto de Zeca Cego tive sido publicado naquele tempo, ele teria sido excomungado em Santa Missão. E a Congregação para a Doutrina da Fé tinha ratificado. Condenaram Leonardo Boff por bem menos.

De lá para cá, o ateísmo cresceu. Dom Orani João Tempesta, cardeal brasileiro, disse a semana passada que o Brasil corre o perigo de se tornar país ateu. O religioso sabe o que está falando.

Zeca Cego, quando jovem, embrenhou-se na leitura dos filósofos iluministas, livros emprestados pelo Dr. Florival. Uma leitura apressada, confusa, mas o suficiente para ele acreditar na razão. Ele repetia com frequência: “Deus não existe, se ele existisse, isso seria evidente e notório. Não haveria mistérios, tudo seria as claras.”

Zeca Cego repetia a tese central do ateísmo: “Como é que um ser tão perfeito criou um universo tão miserável, tão cheio de males, vícios e maldades, em que os homens sofrem e morrem?” Por mais que Santo Agostinho tenha explicado, Zeca Cego nunca se convenceu.

Por que Deus concede a sua graça a alguns e não a todos? Essa pergunta, Zeca Cego repetia obsessivamente. Ele assimilou do Manifesto do Abade Jean Meslier, que datava de 1729. Não sei como esse manifesto chegou as mãos dele.

O movimento dos Sem Deus nunca prosperou em Itabaiana. 
  
Uma pena que Zeca Cego não tenha lido Nietzsche, pelo menos não comentou em seu manuscrito. “Deus está morto e nos o matamos. Com que água haveremos de nos purificar?

“Frustrado de mil maneiras por seus limites diante da natureza, da sociedade e da morte, o homem deve sobrepujar seus sofrimentos pela crença na imortalidade bem-aventurada. Disso nascem as necessidades religiosas.” – Freud.

Se Deus não existisse, seria preciso inventá-lo.

Antônio Samarone.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

MEUS PIOLHOS



Meus Piolhos. (por Antônio Samarone)

“Futucando bem/ Todo mundo tem piolho/ Ou tem cheiro de creolina/ Todo mundo tem um irmão meio zarolho/ Só a bailarina que não tem...” -Chico Buarque

Antigamente em Itabaiana, os meninos eram infestados de piolhos. Quase todos. O piolho, era uma praga universal nas escolas. A gente se acostumava com as coceiras. Nem percebíamos. Até gostávamos.

Tudo coçava: piolho (Pediculus capitis), pulga (Pediculus humanus), caseira (oxiúros), chato (Phthirus púbis), bicho de pé (Tunga penetrans), sarna (Sarcoptes scabiei) sovaqueira e chulé. Quando se pisava numa cama de sapo, até a alma coçava.

O ciclo do piolho inicia-se com a postura. Os ovos necessitam de 4 a 14 dias para eclodirem em larvas (as lêndeas), que atingem o estágio adulto em 2 semanas. A maturidade sexual ocorre em 4 horas, com cópula imediata. Sobrevivem de 3 a 4 semanas. Cada piolho põe cerca de 90 ovos. Minha mãe sabia tudo isso.

Os piolhos sempre acompanharam os homens. Já foram encontrados em múmias egípcias de 3.000 anos a.C., em pentes da época de Cristo encontrados nos desertos de Israel e em múmias do Peru pré-colombiano.

Formas de combate:

Catação manual – o piolhento colocava a cabeça no colo da catadora, para um cafuné sanitário pouco higiênico. Se catava um a um, piolho a piolho. Depois se matava o piolho na unha. As lêndeas eram jogadas num pano, que ficava sobre as pernas da catadora. Um boa catadora tinha cuidado para extrair o inseto sem puxar o fio de cabelo.

A minha mãe não era uma catadora paciente, os fios de cabelo não escapavam. Para mim era uma sessão de tortura, que eu reagia balançado a cabeça. Mamãe me acalmava com cascudos. Acho que ela fazia de propósito. Já perdoei a muito tempo.

Passar banha de porco e depois o pente fino, permitia uma retirada mecânica. Às vezes era suficiente, às vezes não. Nos meninos, podia-se apelar para a raspagem da cabeça. Dava muito na vista, todo mundo sabia que a cabeça foi raspada por causa dos piolhos. Depois rasparam a minha cabeça pela aprovação no vestibular. Achei estranho!
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A aplicação de Neocid era um recurso radical contra os piolhos. Aplicava-se o veneno na cabeça do infeliz, cobria-lhe a cabeça com um pano de algodão branco, e horas depois, ao retirar, o pano estava forrado de piolhos. Dava até para contar. A operação precisava ser repetida, o veneno não matava nem os ovos, nem as lêndeas.

Ainda me lembro do som emitido quando se apertava a lata de Neocid, um pof-pof específico, para o veneno sair por um buraquinho na dobra da tampa. Aplicava-se com a lata fechada.

O Neocid antigo era da Bayer, um inseticida em pó à base dos organofosforados, comercializado numa lata (foto) contendo 50 gramas do produto. A mesma composição química do “chumbinho”. Um detalhe macabro: havia uma informação na lata indicando que o veneno era inofensivo para os humanos e animais domésticos.

Hoje se sabe que esse veneno é cancerígeno e teratogênico.

Os piolhos estão voltando!

Recebi um WhatsApp de um amigo, pedindo ajuda para debelar uma infestação de piolhos numa escola na comunidade onde ele mora. A escola está empesteada. Além da lepra, sífilis e tuberculose, os piolhos também voltaram.

Antônio Samarone.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

PARA ONDE MARCHA EDVALDO NOGUEIRA?



Para onde marcha Edvaldo Nogueira? (por Antônio Samarone)

A coluna de hoje da jornalista Rita Oliveira, informa que Edvaldo não tem compromisso em indicar um vice do bloco de direita que governa com ele o município de Aracaju. O que mudou? Era tido como certo que o vice sairia do colete dos Mitidieres.

“A política é uma encenação, o que parece não é e o que é não parece.” (manuscrito de Zeca Cego).

No primeiro turno das eleições presidenciais em Aracaju, Jair Bolsonaro teve 39% dos votos, contra 28% de Haddad e 12% de Ciro Gomes. Ficou claro que a direita tem uma base forte e que Aracaju é uma cidade dividida ideologicamente. Pau a pau!

Com a permanente ameaça de rompimento do PT, Edvaldo Nogueira se aproximou pragmaticamente da velha direita e compôs um governo conservador, um centrão, de olho nesse eleitorado de Bolsonaro em Aracaju.

A surpresa foi o aparecimento de uma candidata orgânica desse eleitorado, um nome novo, que terá a preferência desse bloco.

Edvaldo percebeu que pegou o bonde errado. Ainda tem jeito ou a Inês já é morta?

Às pressas, Edvaldo enviou um emissário para convencer Henri Clay a aceitar à vice, para salvar as aparências. Edvaldo voltou a jurar amores pela esquerda. Esse namoro com a direita não era para valer.

Quais são as dificuldades para Edvaldo reconstruir um candidatura pela esquerda?

Edvaldo saiu do PC do B e foi para o PDT, liderado por Fábio Henrique, que em Sergipe não é um partido de esquerda. Henri Clay já está discutindo com o PSOL a criação de uma nova esquerda, e o PT já tem Marcio Macedo como candidato. Sobrou quem? O PSB dos Valadares nunca pensou em aliar-se com Edvaldo.

Não está fácil para Edvaldo reconstruir uma candidatura pela esquerda!

Contudo, em política tudo é possível, até boi voar...

Antônio Samarone.