quarta-feira, 14 de novembro de 2018

QUEM VAI LIDERAR OS BOLSONARIANOS EM SERGIPE?


Quem vai liderar os bolsonarianos em Sergipe?

O PSL de Bolsonaro não elegeu ninguém em Sergipe. Os dirigentes do PSL são pessoas anônimas, gente desconhecida. Tarantella, o mais conhecido, foi afastado. Não existe vácuo na política. Por outro lado, existe uma base social que votou e continua apoiando o projeto da ultra direita, que ganhou as eleições. O cavalo está selado, aguardando os interessados.

Ter acesso ao governo federal não é pouca coisa em Sergipe. André Moura usando dessa prerrogativa, teve o apoio de quase todos os Prefeitos, na última eleição.

Não estou falando de coisa efêmera. Zé Dirceu, a maior liderança histórica do PT, depois de Lula; afirmou sobre Bolsonaro: “Não nos iludamos. É um governo que tem muita base social, muita força e muito tempo pela frente. Vai transformar a segurança em pauta".

Continuou o líder petista: o PT não foi derrotado apenas eleitoralmente nessas eleições, mas ideologicamente. Zé Dirceu, foi quem concebeu e liderou o projeto que levou o PT ao poder por treze anos. O fato do seu envolvimento em falcatruas, não anula os seus méritos de pensador político. Haddad é um bom moço, toca violão, vai à missa, educado, bem casado, mas não é líder político. Haddad é uma invenção de Lula.

Durante a campanha, Zé Dirceu lembrou que estava diante da disputa pelo poder, e não apenas de uma eleição para ocupação de cargos. O mundo quase desabou. Haddad, para não desagradar ao mercado, se apressou em desautorizar Dirceu, e acrescentar que em seu futuro governo, Zé Dirceu não estaria nos planos.

Nessa lógica de Zé Dirceu, a ultra direita não deixará o poder tão cedo. Eu pergunto, imitando Garrincha: “já combinaram com os russos?” Acho, que se a oposição for competente, pode reduzir esse martírio...

Em Sergipe, vislumbro no ex deputado João Fontes as melhores chances para liderar o projeto de Bolsonaro em Sergipe. Tem razões de sobra para não gostar do PT, liderou as manifestações dos coxinhas pelo impeachment da Dilma, e apoiou de forma militante a eleição de Bolsonaro.

Outro nome bem colocado nessa disputa é o de André Moura, por razões óbvias, já é afinado ideologicamente com o projeto. Eduardo Amorim, se continuar na política, também pode entrar nessa disputa. Fontes, Moura e Amorim estão sem mandatos, o que pode atrapalhar.

Entre os deputados federais que apoiarão Bolsonaro, deve surgir pretendentes pelo controle do PSL, em Sergipe. É um queijo muito suculento para ficar esquecido.
Antônio Samarone.

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

SERGIPE ESTÁ IMPORTANDO JACA.



Sergipe está importando jaca.

Fui comprar um pratinho de jaca, uns vinte bagos, e a moça me cobrou dez reais. Estranhei, abençoada, dez reais? Ela esclareceu: fazer o quê, as jaqueiras estão acabando em Sergipe. Essas que eu estou vendendo, vem de Rondônia.

Pensei, só faltava essa, Sergipe está importando jaca. O que houve, está dando bicho nas jaqueiras? Será a “vassoura-de-bruxa”? Nada disso, logo descobri. Estão derrubando jaqueiras centenárias para fabricar móveis rústicos. Um modismo predatório de uma indústria de beira de estradas.  

A nossa jaqueira (Arthocarpus integrifolia) veio da Índia. Uma árvore que dura cem anos produzindo, alcança uma altura de 20 metros e o tronco chega a 1 metro de diâmetro. Leva dez anos para começar a produzir. A madeira é excelente.

O uso de madeira de qualidade (mogno, cedro, sucupira, braúna, aroeira) para a produção de móveis é coisa do passado. Essas árvores são protegidas, para se evitar o desmatamento. A indústria passou a usar os concentrados Medium Density Fiberboard (MDF), de madeiras reflorestadas (pinus e eucalipto).

Em Sergipe, na contra-mão da sustentabilidade, estão derrubando jaqueiras centenárias para fazer bancos, mesas e tamboretes. São móveis simples, sem arte e sem beleza. O único atrativo é a qualidade da madeira. A jaqueira não é da flora nacional, portanto, está desprotegida.

As jaqueiras em Sergipe estão com os dias contados.

Antônio Samarone.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O HOSPITAL DE CIRURGIA À BEIRA DA MORTE.



O Hospital de Cirurgia à beira da morte.

Em 1926, o governador Graccho Cardoso construiu e equipou uma Casa de Misericórdia em Sergipe. O hospital foi entregue ao comando do Dr. Augusto Leite. Por muitos anos, o hospital de Cirurgia foi a salvação do povo pobre.

Já faz tempo, que o hospital de Cirurgia só é filantrópico na razão social. Permanece nessa condição, para assinar contratos com o poder público sem licitação, e ser isento de certas contribuições previdenciárias.

Na realidade, o hospital de cirurgia é um conglomerado de empresas e negócios, com várias clínicas privadas operando sob o seu guarda-chuva. Com bancos e empresas de ensino. Até o IPES Saúde, tem o seu lote nas dependências do Nosocômio. Do velho hospital de caridade, talvez tenha restado o setor de contabilidade, os livros de atas e os documentos.

O hospital de cirurgia vive em conflito permanente com o SUS e com a sociedade. Alguns serviços passam mais tempo parado do que funcionando. Desde janeiro, o contrato com o SUS deixou de ser com o município de Aracaju e passou para a Saúde estadual.

O hospital de cirurgia, sufocado por dívidas e gestões improvisadas, anda na corda bamba.

A Justiça resolveu determinar uma intervenção, nomeou a interventora, e passou o pepino para o poder público. Como a Justiça não tem como administrar diretamente um hospital, delegou a tarefa ao Estado. A pergunta é simples: quem vai disponibilizar os recursos para sanear financeiramente o hospital de Cirurgia?

O Estado que não consegue administrar bem a sua rede de hospitais, passa a ter mais esse encargo. Se forem necessários reformas físicas e novos equipamentos, quem vai providenciar?

Como ficará a relação da interventora com os diversos negócios privados que funcionam sobre o mesmo teto? Qual a proposta de reformulação que será adotada? O hospital voltará a ser filantrópico? Depois de saneado, o hospital voltará para o comando de quem? Em suma, o antigo hospital de caridade passará a ser o que, durante e após a intervenção?

A questão é delicada: um hospital a beira da falência, com muitos donos, pendencias financeiras e trabalhistas insanáveis, é entregue para o poder público resolver. E ainda se pergunta por que os recursos do SUS são insuficientes...
Antônio Samarone.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

VOLTA, SEU ROMEU!



VOLTA, SEU ROMEU!
Final de tarde, Seu Romeu era presença frequente na roda do cafezinho do Shopping. Seu Romeu, já idoso, morava só. Formado em agronomia, fazendeiro, patrimônio sólido, vivia com fartura. Os dois filhos são economicamente bem-sucedidos.
Seu Romeu, como todo idoso, falava muito em namorar. Uma das brincadeiras, era lhe perguntar pela namorada. Ele ria, falava pouco. Seu Romeu é de família tradicional de Itabaiana.
Em pouco tempo. Seu Romeu começou a perder a memória. Os amigos da roda do cafezinho, brincavam, mas nada que afetasse a cordialidade. Seu Romeu passou a aparecer menos. O passo seguinte: Seu Romeu passou a chegar acompanhado de uma cuidadora. Enquanto ele tomava o seu cafezinho, a cuidadora saia de perto.
Fisicamente, Seu Romeu continua bem, durinho, não sei a idade, mas é conservado. Mesmo com a memória fraquejando, as mulheres continuavam lhe despertando a atenção. Seu Romeu é viúvo. Ele continuava acolhido no grupo, passando a receber uma atenção especial.
De uns tempos para cá, Seu Romeu sumiu! Não sei quem tirou Seu Romeu de circulação... Não sei de quem foi a decisão. Seu Romeu deixou de aparecer no cafezinho e na vida!
De vez em quando, eu o encontrava na Sementeira, tomando sol de manhãzinha. Nunca mais... Me dei conta dessa barbaridade, mataram Seu Romeu com ele vivo.
Onde botaram Seu Romeu? Num asilo, numa clínica de repouso, está em casa cercado de cuidadoras? Não sei, perdi o contato! Volta, Seu Romeu!
Antônio Samarone.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

O PT QUER MAIS ESPAÇOS.



O PT quer mais espaços! (Por Antonio Samarone)
Terminada as eleições, uma legião de petistas ocupou os rádios de Aracaju com uma narrativa de vencedores: ganhamos, fomos decisivos na vitória de Belivaldo. Nessa circunstância, queremos mais espaço no Governo (espaço, na velha política, significa cargos, sinecuras, etc.).
Outra coisa, o PT falou nos rádios na reconquista da prefeitura de Aracaju e do governo do Estado como uma certeza, uma arrogância, como se fosse uma questão de tempo. Teremos candidatos, virou o novo grito de guerra do PT em Sergipe!
Com o olho na sucessão de Aracaju, deixaram outra mensagem: Edvaldo fez corpo mole na campanha, e poderemos romper... Não importa a realidade, essa é a versão a ser disseminada.
Liguei para um amigo petista perguntado, porque essa pressa? – Ele retrucou, qual a novidade, é a disputa pelo poder. Se o eleitorado nos escolheu em Sergipe, a preferência é nossa. E ainda, para mostrar erudição, ele citou Quincas Borba: "Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas".
Pensei comigo, essa estória está mal contada, a esquerda foi derrotada nas eleições. A extrema direita elegeu um candidato improvável, e o antipetismo foi decisivo para a nossa derrota. Ao invés de uma autocrítica, vocês aparecem ufanistas, cantando vitória.
Disse ao amigo petista, vocês não apresentam nenhuma proposta para tirar Sergipe do buraco, não discutem a gestão pública, nenhuma contribuição, parecem apenas preocupados com o controle da máquina. Isso é a velha política! Se Belivaldo fizer um governo tutelado pelo PT, fechará as portas de Brasília. Isso é óbvio!
Como disse Charles Talleyrand sobre os Bourbon: “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada”. Há quem atribua a vitória da extrema direita, aos erros do PT.
Claro, essa foi a minha leitura. Como estou preocupado com o desmonte da democracia, achei que o PT em Sergipe está trocando o principal pelo secundário, centrando-se bem mais nas carreiras políticas dos seus líderes, que em defesa da sociedade.
Antonio Samarone.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

A AMEAÇA COMUNISTA...



A ameaça comunista... (Por Antônio Samarone)
Vivam os espíritas, os monarquistas, os anormais, os criminosos de todas as espécies;
Viva a filosofia com muita fumaça e pouco fogo;
Viva o cão que ladra mais não morde, vivam os astrólogos libidinosos, viva a pornografia, viva o cinismo, viva o camarão, viva todo mundo, menos os comunistas.
Pablo Neruda

Hoje, as 3:15 da madrugada, a última célula comunista de Sergipe fechou suas portas. A ameaça de eliminação dos Vermelhos, fora o suficiente. Os últimos comunas organizados em células, obedientes ao centralismo democrático, caíram na clandestinidade eterna.
Agora que acabou, eu posso contar!
Durante a guerra fria, Aracaju foi a moscousinha do Nordeste. Anualmente, em todo 03 de janeiro, Aracaju acordava ao som da queima de fogos de artifícios, nos bairros operários. Era o aniversário de Luiz Carlos Prestes. Os mais velhos lembram e contam.
Nas eleições de 1947, segundo Luiz Antônio Barreto, “Aracaju deu maioria a Iêdo Fiúza, candidato dos comunistas a presidente, também deu mais votos a Luiz Carlos Prestes, para o Senado, do que aos candidatos sergipanos. Elegeu o médico comunista Armando Domingues, e o jornalista e empresário socialista Orlando Dantas, para a Assembleia Constituinte e Legislativa de Sergipe.”
Sem contar a eleição do comunista, Carlos Garcia, como o Vereador mais votado de Aracaju, em 1946.
Esta célula vermelha funcionava numa casa apertada, ao lado do quartel do 28 BC, no Bairro 18 do Forte. Eles eram apenas nove, o mais novo com 82 anos. Liam Marx, Hegel, Bukharin e Plekhanov, possuíam uma pequena biblioteca, e tinham guardadas as fotos da última visita de Prestes à Aracaju.
Eles eram apenas nove, o jornalista Fragmon Carlos Borges, o operário têxtil Manoel Vicente, o gráfico Zé Nunes, o mecânico Lourival, o Jornaleiro Careca, o filosofo Gilberto Burguesia, o relojoeiro João Océas, o servidor público Agonalto Pacheco e o ferroviário Pedro Hilário. E ainda Lídio da Cocada, que citava Lênin a três por dois. A célula recebia orientação de Rosalvo Alexandre, ex representante de Prestes em Sergipe.
Esta célula funcionava desde 1956. Criada logo após o XX Congresso do PCUS, onde Nikita Kruschev denunciou os crimes de Stalin. Hoje, pela madrugada, após a leitura de trechos do “Que Fazer”, clássico de Lênin, decidiram pelo inevitável, fecharam a célula. “Gato escaldado, tem medo de água fria”, profetizou Lídio da Cocada!
Após exaustivas discussões, decidiram, por unanimidade, fechar a célula. Por fim, cantaram a Internacional e, por via das dúvidas, lavraram uma ata circunstanciada. Nesse ato singelo, os últimos que lutavam pela coletivização dos meios de produção, ditadura do proletariado e o fim do estado burguês, penduraram a chuteira. Eles abominavam os vícios da pequena burguesia.
Por uma deferência pessoal, Rosalvo Alexandre me telefonou pela manhã relatando o ocorrido. Autorizou que eu repasse aos interessados pelas redes sociais. E assim está sendo feito.
Espero que esse fato tranquilize os bolsonarianos, e desobrigue-os da montagem de novos comandos de caça aos comunista.

Aproveito para informar ao Jornalista Xico Sá, que andou procurando por comunistas, em belo artigo no El País. O comunismo acabou em Sergipe! Sobraram meia dúzia de gatos pingados, que por questões de princípios filosóficos, coerência e afetividade continuam profetizando o marxismo. Acho que vão morrer assim!
Antonio Samarone.

domingo, 28 de outubro de 2018

SERGIPE QUE SAIU DAS URNAS



SERGIPE QUE SAIU DAS URNAS... (Por Antônio Samarone).
Encerrou-se um ciclo de dominação política em Sergipe, iniciado em 1982. O fim de uma Era! Os velhos chefes, que governaram o estado no período, saíram do jogo: João Alves, Albano Franco, Antônio Carlos Valadares, Jackson Barreto e Marcelo Déda. O futuro governo de Belivaldo será uma transição. Uma nova geração de políticos tentará assumir o comando do estado, a partir de agora.
Quem saiu na frente, em condições de liderar novos projetos de poder?
Quem irá liderar os futuros blocos de hegemonia política em Sergipe, com fôlego para disputar a sucessão de Belivaldo Chagas, em 2022? A política é o reino do imprevisto. O futuro depende dos projetos e das circunstâncias; da conjuntura e da capacidade dos líderes em construir caminhos. A disputa para sucessão de Belivaldo, passa obrigatoriamente pelas eleições municipais em 2020, sobretudo pela disputa da Prefeitura de Aracaju.
Num exercício de probabilidades, especulação, construção de cenários, análise de conjuntura, quem são os políticos que saem na frente nessa disputa, e quais as chances de cada um?
Delegado Alessandro – Recebeu um mandato de oito anos. Se tiver vontade e talento, está em condições de liderar um bloco, com o discurso de que é o novo. Antes, Alessandro precisa tomar duas definições: a sua relação com o governo Bolsonaro, e em qual Partido irá ingressar (A Rede não cumpriu as cláusulas de barreira). Dependendo do seu desempenho no Senado, pode apresentar um nome de peso para disputar a prefeitura de Aracaju. Vencendo, pode liderar um polo para disputar do Governo do Estado, em 2022. Como obstáculo, a inexperiência política, a grande expectativa criada e não possuir grupo político.
Rogério Carvalho – Senador eleito. Preside um Partido (PT) que já governou o estado. Se souber controlar os impulsos, Rogério pode liderar a oposição contra Bolsonaro em Sergipe. O PT disputará a prefeitura de Aracaju, em 2020, com possibilidades de vitória. Elegendo o Prefeito de Aracaju, Rogério Carvalho pode liderar um bloco para o disputar o Governo. Como complicador, Rogério disputará esse espaço de líder, dentro do próprio PT, com a vice-governadora Eliene Aquino.
Edvaldo Nogueira - Por ser o Prefeito de Aracaju, ter experiência nos bastidores e ser um gestor qualificado, entra na corrida para a sua própria reeleição. Dependerá do seu desempenho no restante do mandato e na construção de um bloco político. Sendo reeleito em 2020, Edvaldo criará condições para disputar, com chances, a sucessão de Belivaldo. Entre os obstáculos: Edvaldo não tem grupo político. Como complicador, o PC do B não cumpriu as cláusulas de barreira.
Belivaldo Chagas - Eleito governador com votação expressiva. Vai depender do exercício do próprio mandato, e da sua postura como líder. Belivaldo vai montar uma equipe, ter projeto próprio, comandar o governo? Esse é o seu grande desafio: realizar uma boa gestão e ter talento para liderar! Com o comando da máquina, ele poderá construir e liderar um novo grupo político, atraindo muita gente que precisa do oxigênio palaciano. Belivaldo é do PSD, que tende apoiar Bolsonaro. Vamos aguardar...
Claro, bola de cristal não funciona em política! Os quatros nomes apontados como favoritos podem emplacar ou não, são conjecturas. Outros cenários poderão ser construídos para 2022.
Pode aparecer outra turma?
Entre os derrotados: Valadares Filho, André Moura e Eduardo Amorim continuam vivos. Entre os eleitos: Fábio Mitidieri, Eliane Aquino e Fábio Henrique podem surpreender. Entre os bens votados e não eleitos: Milton Andrade, Emília Correia, Henri Clay e Emerson Ferreira estão na disputa. Claro, com as redes sociais, a qualquer momento pode emergir gente desconhecida, outsiders!
Quem mais terá projetos para o comandar politicamente o Estado de Sergipe?
Antônio Samarone.