domingo, 19 de fevereiro de 2023

PADRE FELISMINO

 Louco ou Santo? - Padre Felismino da Costa Fontes - 1848-1892. (por Antonio Samarone)

Nascido em Itabaiana, em 1848, Felismino da Costa Fontes descendia de pequenos comerciantes e proprietários rurais. Seguiu a carreira eclesiástica, ordenando-se em 1874, justamente no ano em que Antonio Conselheiro viveu em Itabaiana, na Rua da Pedreira.

Não há registros, mas as possibilidades de terem se conhecido é muita grande.

Os historiadores desatentos localizam a experiência sebastianista do Padre Felismino em Frei Paulo. Ele foi o vigário das Matas de Itabaiana, na localidade Chã do Jenipapo, entre 1881 e 1889.

A Villa de São Paulo só foi criada em 1890, ou seja, durante as pregações do Padre Felismino, não existia de forma autônoma, era um povoado de Itabaiana.

Em 1920, a Villa de São Paulo foi transformada na cidade de São Paulo. Em 1938, São Paulo passou a se chamar Frei Paulo, por conta de uma lei federal que não permitia a duplicidade de nomes. E São Paulo já existia.]

O Padre Felismino autointitulou-se “o pregador do fim do mundo”. O pároco liderou o movimento religioso caipira (integrado por trabalhadores rurais, donas de casa, letrados etc.) no agreste sergipano, no intervalo temporal de 1885-1890.

O Padre Felismino enquanto professava seu ministério junto à população do povoado da Chã do Jenipapo, nas Matas de Itabaiana, no período de 1881 a 1886, foi se desvirtuando do método adotado pela Igreja Católica Apostólica Romana e findou sendo denominada de “Seita dos Caipiras”, que trazia os fundamentos do Apocalipse e da Missão Abreviada.

Em decorrência, é intimado a comparecer à presença do seu superior, o arcebispo da Cúria Metropolitana da Bahia, fato que culminou com seu internamento no Asilo São João de Deus, um hospício psiquiátrico.

Houve uma resistência do clero local, sob a liderança do Monsenhor João Batista de Carvalho Daltro. Em 1890, o padre Felismino foi convocado a comparecer na sede da Cúria Metropolitana, da Bahia, para um encontro pessoal com o Arcebispo Dom Antônio de Macedo Costa.

Esse fato culminou na prisão e internamento do Padre Felismino, no Asilo São João de Deus, na Bahia. Onde o pregador do fim do mundo continuou a se comunicar com os seus seguidores através de cartas.

“O Padre Felismino, antigo Vigário da freguesia de Frei Paulo, Sergipe, o qual, tendo enlouquecido, começou a pregar sobre o fim do mundo, iniciando uma seita baseada no Apocalipse e na ‘Missão Abreviada” - Carvalho Déda.

“O padre Felismino, ordenou-se presbítero da ordem de San-Pedro, virtuosíssimo e muito inteligente, foi o primeiro vigário da sergipana paróquia de San-Paulo. Em sua vida sacerdotal, sem mácula, pouco a pouco insidiosa moléstia mental atacou-lhe o cérebro e, sobe essa ação, sem que logo o apercebessem seus superiores, criou visionária religião entre os matutos das matas de Itabaiana, que foi chamada Seita dos Caipiras.” – Sebrão Sobrinho.

O Padre Felismino foi internado no Hospício San-João de Deus, na Baía, onde concluiu tristemente sua existência em dias do ano de 1892. A psiquiatria cumpria o seu papel.

“O padre Felismino era detentor de uma mediunidade, que se externava através da imposição das mãos sobre os doentes e da vidência. Contudo, seus métodos não foram aceitos pelas autoridades da província e as eclesiásticas, porque redundaram em pregar profecias e anunciar o fim do mundo, através de uma interpretação um tanto deturpada do livro Missão Abreviada e do livro Apocalipse.” – João da Santa.

Espero que esse registro chegue ao conhecimento do Papa Francisco, e o Vaticano inicie o processo de santificação do Padre Felismino, na mesma lógica, da justa santificação do “Padim Ciço”.

Minha mãe era devota do Padre Felismino (depois virou Crente) e leitora assídua da Missão Abreviada. Eu aprendi cedo, que o mundo ia se acabar pelo fogo, segundo o Padre Felismino. O dilúvio não resolveu.

Antonio Samarone – (médico sanitarista)

GENTE SERGIPANA - SANTOS MENDONÇA

 Gente Sergipana – Santos Mendonça (1919 – 1991).
(por Antonio Samarone).

Sergipano da Barra dos Coqueiros, o radialista Santos Mendonça apresentou por décadas, com grande audiência, o programa “Calendário”. Foi radialista, cronista social, vereador e deputado.

Uma homenagem ao radialista foi prestada pela intelectual Indira Amaral, em 2007, nomeando uma sala na Fundação Aperipê: “Auditório Santos Mendonça”. Não sei se essa sala ainda existe.

Parece que Belivaldo acabou com a própria Fundação Aperipê, em 2019.

Sergipe tem essas coisas, acha-se que alguém pode se sentir homenageado por emprestar o nome a uma sala. Eu sei tem casos mais esdrúxulos. Homenagearam um vereador dando o seu nome ao sanitário do mercado: “Reservado Vereador Fulano de Tal. Já puseram o nome de um médico numa ambulância.

O memorialista e imortal Murilo Melins, descreveu Santos Mendonça de forma definitiva:

“Podemos dizer que ele foi o homem dos sete instrumentos.
Lembramos o Santos Mendonça, atleta, goleiro do Palestra e jogador de basquete, bancário do Banco Mercantil Sergipense, speeker, radialista, ator, comerciante, proprietário de cinema, rádio amador, vereador e deputado."

"Conheci Mendonça, o vaidoso e simpático goleiro, que já saia de casa uniformizado, exibindo seu corpo malhado, graças aos exercícios praticados pelo método de Charles Atlas, dirigia-se a pé pela rua de Vila Nova até o velho campo do Adolfo Rollemberg, para defender o arco do Palestra.”

Melins conta, que num programa de auditório, Santos Mendonça anunciou que um pescador tinha encontrado um dentadura perdida nas areias da Atalaia. Para surpresa geral, o dono do artefato apareceu para recuperá-la, ao vivo, no programa.

Santos Mendonça chegou à presidência da Assembleia Legislativa. Foi cassado pelo AI – 5.

Santos Mendonça nos deixou um livro delicioso, “Zig-Zag”, onde conta com graça e leveza, muitos "causos" da vida sergipana.

No prefácio do livro, Santos Mendonça se apresenta: “Nascido na Barra dos Coqueiros, filho de pais pobres, experiente em tropeço e dificuldade. Os brinquedos que conheci muito bem, foram as varas de pescar, o jereré a linha de pegar siri.

Curioso não, amigos ouvintes, curiosíssimo!” – era o seu bordão, no rádio.

(Na foto, Santos Mendonça é o repórter de bigodinho, atrás de Leandro Maciel.)

Antonio Samarone. (médico sanitarista)

RUA DO FATO 60.

 Rua do Fato, 60.
(por Antonio Samarone)

Recebi logo cedo essa foto de Itabaiana, de um aluno da medicina. De primeira, não identifiquei o local e perguntei: qual é a rua?

Ele de imediato: é o calçadão.

Eita! É a idade. Eu morei nessa primeira rua perpendicular, Rua Itaporanga, 60. Ele deu uma risadinha irônica: “Rua do Fato, né?” É!

Sou cria do Beco Novo, rua de pobres, no fundo da Matriz. Rua, segundo Almeida Bispo, que já foi a entrada da cidade, por onde Santo Antonio fugia da Igreja Velha. Rua que já foi o caminho para o campo de futebol, o antigo Etelvino Mendonça.

Mas sempre foi um Beco. Morava de aluguel, em casa de rancho.

Papai arrumou um dinheirinho e saiu procurando uma casa para comprar. Tudo cara, acima das possibilidades. Arrumou uma em conta, na Rua do Fato.

Foi um dilema. Logo na rua das fateiras! Fomos conhecer. Uma rua larga, onde o esgoto corria a céu aberto. O acesso, era por cima de pedras, para não sujar os pés. Uma rua de gente mais pobre.

O preconceito é universal.

Há, tinha um ponto positivo: era perto do Murilo Braga.

Mudamos para a Rua do Fato, 60. Uma casa estreita, escura, de quintal comprido, mas era nossa. Eu tinha 15 anos, quando fomos morar em casa própria.

Bons vizinhos, gente humilde, cheia de solidariedade. Dona Neuzete, os gordos (Thiago, Tota e Cacau), filhos de Dona São Pedro, Dona Eliete, a mãe de Jiva, Zé Antonio e Cori. Jiva, a mais traquino, preso por homicídio, era afilhado de papai.

Entre os vizinhos da Rua do Fato tinha Chico Carroceiro, que não tirava um cigarro de palha da boca, sempre sorridente; defronte existia o depósito de verduras de Joãozinho de Culino, onde o meu irmão Luiz trabalhava.

Parede e meia, morava Dona Djanira, a mãe de Roberto, Pitu e Dego, ainda tinha uma menina que eu não lembro o nome. Na outra casa morava Tereza do Hospital, uma morena alta e muito prestativa.

Na esquina, era a casa do famoso Candinho, alta patente da Chegança Santa Cruz, de Seu Zé de Biné.

Candinho era o líder cultural da rua. Só calçava sapatos em dia de eleição. Só ia votar pronto, como se fosse para uma missa.

Candinho me ensinou o valor do voto.

Certa feita falaram que um Terreiro de Xangó ia se instalar na rua, foi um alvoroço.

Peço desculpa de quem esqueci. Falta muita gente.

Antonio Samarone (médico sanitarista)

O NOVO SEMPRE VEM

 O Novo sempre vem...
(por Antonio Samarone)

No final da década de 1950, Itabaiana passou de uma economia agrícola de subsistência, para um grande polo comercial. A sua posição geografia, a chegada da BR – 235 e o espírito empreendedor de sua gente, permitiram essa mudança.

Euclides Paes Mendonça liderou politicamente as mudanças. Nessa fase, Itabaiana exportou grandes empresários: Ovíedo Teixeira, Albino Silva da Fonseca, Gentil e Noel Barbosa, Mamede e Pedro Paes Mendonça. Quem mais?

Itabaiana se transformou numa central de abastecimento, dominada pelo comercio e o pelo transporte. Virou a capital brasileira do caminhão. Em Itabaiana o dinheiro corre. Essas atividades drenam dinheiro para a cidade.

O que se fazia para esse capital excedente render? Se comprava fazendas de gado, expandia-se os negócios para os municípios vizinhos ou se destinava a agiotagem, as formas tradicionais de aplicação. Os juros informais em Itabaiana eram menores, bem menores que na rede bancária oficial.

Nossa Senhora da Glória e Lagarto, principalmente, se beneficiaram desse capital excedente de Itabaiana. Sem falar de Aracaju.

Recentemente, os empresários passaram a comprar imóveis urbanos, como investimento. O mercado imobiliário explodiu. Os empresários encontraram um forma segura de investimento.

Entretanto, o tamanho do mercado foi insuficiente e o negócio entrou em crise. A oferta superou a procura.

Nesse momento a economia de Itabaiana passa por uma ebulição, uma nova onda de crescimento. Precisamos que as lideranças políticas ajudem, como fez Euclides Paes Mendonça.

Para que esse novo crescimento aconteça são necessárias medidas, ações do poder público.

A explosão de votos e o prestígio de Valmir de Francisquinho nas últimas eleições, foi fruto da importância econômica de Itabaiana para o estado. O povo entendeu que a solução para tirar Sergipe do buraco não estava mais no politiqueiros de Aracaju.

Não deu certo, por circunstâncias de todos conhecidas.

A nova fase de Itabaiana exige novos equipamentos urbanos (hotéis, centro de convenções, redefinir o papel da CEASA, teatro, gasoduto etc.). Na ordem de prioridades está a duplicação da BR – 235.

Em fevereiro de 2013, fazem dez anos, o Ministro dos Transporte Paulo Passos, delegou ao Governador de Sergipe, Marcelo Deda, a competência para que a Superintendência Regional do DNIT em Sergipe, licitasse os estudos para a duplicação do trecho da BR-235 no Estado, desde Aracaju até Itabaiana.

Nada foi feito!

Sergipe possui uma representação política federal atrasada, voltada para os pequenos interesses de sua clientela. Uma caixa d’água aqui, um trator ali, nenhuma obra estrutural, voltada para a macroeconomia do estado.

Temos gente nova. Está na hora das mudanças.

Itabaiana precisa que o seu representante na Câmara Federal, Ícaro de Valmir, aproveite a vinda de Lula a Sergipe, para exigir a duplicação da BR – 235. Não espere pelo Governo do Estado.

Eu sei, a BR – 101 está há trinta anos em obras de duplicação, é o único trecho no Brasil inacabado. Volta a tese: os nossos representantes estão atolados na politicagem miúda.

Entretanto, a urgência da conclusão da BR – 101, não tira a importância e a necessidade de duplicação da BR – 235. A economia de Sergipe exige essa duplicação. É ela que nos liga ao polo Juazeiro/Petrolina.

O novo ciclo econômico de Itabaiana depende dessa duplicação.

Está na hora dos empresários de Itabaiana, os líderes políticos, a pujante imprensa local, os intelectuais, as personalidades e o povo, entenderem o novo momento vivido pela cidade.

Duplicação da BR – 235, urgente!

Antonio Samarone. (médico sanitarista)

DEU PITOMBAS NO PARQUE DA SEMENTEIRA

 Deu pitomba no Parque da Sementeira.
(por Antonio Samarone)

Aracaju sempre teve bons Prefeitos: Godofredo Diniz, Conrado Araújo, João Alves (primeiro mandato), Heráclito Rollemberg, Almeida Lima e Edvaldo Nogueira.

Almeida Lima e Edvaldo Nogueira fizeram muita coisa, estão entre os bons.

A oposição está lembrando que fizeram o básico, mais fumaça do que fogo. Certo, mas isso é a regra: cabe aos governantes informar que o sol nasce e se põe por obra sua.

E, continua a oposição: “Aracaju é cercada por rio poluídos, contaminados pelos esgotos sanitários. Não possui plano diretor, é um paraíso da especulação imobiliária”.

Qual a novidade? Sempre foi assim... Falo de bons prefeitos, que cuidaram da rotina, coletaram o lixo e pintaram os meios fios.

Eu nem sabia que existia essa oposição em Aracaju, esse povo só aparece em época de eleição.

Parece evidente, que pelos menos Almeida Lima e Edvaldo Nogueira foram bons Prefeitos. Nisso, até a oposição concorda.

Num critério muito particular, a maior obra de Almeida Lima foi os cajueiros, plantados no caminho da Atalaia e a maior obra de Edvaldo Nogueira foi essa pitombeira, cheia de pitombas, no Parque da Sementeira.

Viva os cajus de Almeida Lima e as pitombas de Edvaldo Nogueira.

Estou receoso: soube que um empresário, que ficou milionário usando as vias públicas para o seu negócio, anunciou que é candidato a prefeito do Aracaju.

Deus nos proteja, dessa gente interesseira!

Antonio Samarone. (médico sanitarista)

SEALBA

 SEALBA – Um show do agronegócio.
(por Antonio Samarone)

Fui ao maior evento do Agronegócio do Nordeste, no Parque Cunha Menezes, em Itabaiana. Achei que estava em Goiás, Mato Grosso... O que se pensar em grandeza, multiplique por dez. Se movimentou cerca de cem milhões.

Eu não sabia nem da existência desse Parque.

Itabaiana entra nisso pelos negócios. A nossa “agro” é centrada em coentro e cebolinha. A verdade é que Itabaiana entra em uma nova etapa econômica, ganha importância regional.

O intelectual patrício Alberto Carvalho, dizia que Itabaiana exportava cebolas e ironias. Hoje exporta mais. E agora, que passamos Lagarto em população, o otimismo sopra ruidosamente.

Sem entender nem do agro, nem dos negócios, circulei espantado pelos corredores da feira. Uma gente estranha, diferente, todos ricos ou com pose de ricos.

Os políticos distribuindo apertos de mãos e tapinhas nas costas, como sempre.

Pela indumentária e cenário, parecia um evento em Barretos - SP. Não tinha ninguém nem mais ou menos, eram todos ricos. Senti o bafo da riqueza na nuca.

Parei num stands comercial que vendia até bicicletas. Perguntei o preço a uma vendedora, que me olhou de forma desinteressada. Achou que as bicicletas do agro não estavam ao meu alcance, não eram para o meu bico. Se não fossem muito caras, tinha comprado uma, só por birra.

Visitei o stands do famoso arquiteto Itabaianense Edson Passos (foto), o empresário que construiu sozinho um bairro chique em Itabaiana. Para minha surpresa, o homem agora é banqueiro.

Gente, o certo é que Itabaiana vive uma nova expansão econômica.

Não sei os motivos, mas as gestões municipais do grupo de Valmir de Francisquinho, a alma empreendedora dos ceboleiros e o seu espírito competitivo, precisam ser levadas em conta.

Antonio Samarone (médico sanitarista)

É PRECISO CUYLTIVAR O PRÓPRIO JARDIM

 É preciso cultivar o próprio Jardim.
(por Antonio Samarone)

Hoje cedo fiz essa foto, que ilustra o texto. Lembrei-me de Voltaire - (François-Marie Arouet).

“Cândido”, o seu romance mais famoso, foi escrito em três dias, em 1759. O livro busca destruir a esperança da sua época.

O personagem central, doutor Pangloss, percorreu o mundo em busca de novidades. Em sua passagem pela Turquia, dois vizir e um mufti foram estrangulados, numa revolta camponesa.

No dia seguinte, o doutor Pangloss foi visitar uma pequena fazenda no entorno de Istambul. Curioso, Pangloss perguntou ao proprietário: como se chamava o mufti estrangulado. O velho turco foi sucinto: “não sei!”

Continuou o velho turco: “nunca me preocupo com o que acontece em Constantinopla. Vou lá vender os meus produtos. Em geral, as pessoas que se metem na política encontram um fim miserável.”

Acrescentou o turco: “Eu e meus filhos cultivamos essa pequena fazenda, e o nosso trabalho nos livra de três grandes males: cansaço, vício e necessidade.”

Por fim, sentenciou o velho turco: “Il faut cultiver notre jardin”. O que Voltaire quis dizer com o seu conselho de jardinagem?

Na Itabaiana antiga, o mestre alfaiate Orpilio Silva, repetiu Voltaire ao seu modo: “Nada depois do povoado Rio das Pedras me interessa. Só o povo de Itabaiana, me encomenda ternos.” Era o seu jardim.

Estou seguindo o conselho de Voltaire e cultivando o meu jardim, com a família, nos subúrbios do Aracaju.

Antonio Samarone. (médico sanitarista).