domingo, 9 de julho de 2017

O TAMANHO DE SERGIPE


O Tamanho de Sergipe.

A Capitania de Sergipe d’El-Rey abrangia as cinquenta léguas contadas da margem direita do Rio São Francisco, doadas inicialmente a Francisco Pereira Coutinho, e que terminava entre os Rios Pojuca e Sabahuma, distante vinte léguas da Baia de Todos os Santos. A confusão começou porque Coutinho se estabeleceu na Baia de Todos os Santos, já ocupada por Caramuru, com a povoação de Villa Velha. Por desconhecer a área que lhe pertencia, Coutinho durante os onze anos que passou por aqui só explorou o que não era seu. A sua comitiva chegou em 1536 e Coutinho foi devorado pelos tupinambás na Ilha de Itaparica em 1547.

Com a nomeação de Tomé de Souza primeiro Governador, em 07/01/1549, foi criada a Capitania Geral da Baia de Todos os Santos, que abrangia seis léguas em quadro em torno da povoação do Salvador que seria fundada por Tomé de Souza. Essa Capitania de Todos os Santos tornou-se a sede do Governo Geral instituído. O erro proposital que os historiadores baianos difundiram é que a Capitania Geral da Baia de Todos os Santos era a mesma Capitania de Francisco Pereira Coutinho, erro que alguns historiadores sergipanos repetem até hoje, pois essa tese facilitou ao longo dos séculos o avanço da Bahia.  

Com a morte de Coutinho, a família não teve condições de continuar a exploração, tendo a Capitania ficado intocada por longo anos. Somente a partir de setembro de 1573, quando a Coroa compra a Capitania de Coutinho, é que é dado ao Governador Luiz de Brito ordem para explora-la, resultando na fracassada expedição de 1575. O território da Capitania de Coutinho só veio a ser conquistado em definitivo pelos portugueses em 1590, recebendo o pomposo nome de Capitania de Sergipe d’El-Rey.

Facilitando para quem achou o texto confuso, o litoral da Capitania de Sergipe quando criada em 1590, possuía uma extensão de 300 Km (50 léguas), começando na foz do Rio São Francisco, e foi reduzido ao longo do tempo aos atuais 163 Km, com o progressivo avanço da Bahia. Sem esquecer o avanço na área equivalente ao sertão de Jeremoabo. 

Claro, essa polêmica das fronteiras está ultrapassada, quem perdeu, perdeu, não tem mais jeito. Ocorre, que essa polêmica ainda está rolando a nível de Assembleia Legislativa de Sergipe, pois a Bahia achou pouco e ainda está querendo avançar mais uma beirinha, rediscutindo município por município.  
Antonio Samarone.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

MESTRES DA MEDICINA EM SERGIPE - Geraldo Bezerra


GERALDO BEZERRA – Nascido à fórceps pelas mãos do Dr. Ávila Nabuco e da Irmã Furtunata, na maternidade do Hospital de Cirurgia, em 29 de setembro de 1946. Filho do Juiz de Direito de Itabaiana e militante da Liga Eleitoral Católica (LEC) José Bezerra e de Dona Cacilda. Geraldo passou a primeira infância no Bairro Santo Antonio, tendo como professora a conceituada Umbertina Barbosa.

Geraldo Bezerra foi morar em Itabaiana em 1957, aos 10 anos de idade, passando pelos bancos da Escola de Maria Branquinha e do Murilo Braga. Conheceu como poucos os bastidores da tumultuada vida política de Itabaiana do final da década de 1960. Geraldo Concluiu o ensino fundamental no Colégio Atheneu. Em 1966, foi aprovado em primeiro lugar em medicina, na Universidade Federal de Sergipe.

A sua escolha por ser médico passou por uma vivência de sofrimento. Com apenas seis anos de idade, acompanhou a dolorosa morte de sua tia Glorinha com câncer de mama, metástase para o pulmão, mastectomizada de forma radical, com remoção dos músculos peitorais, deixando-a com um aspecto desfigurado. Como se morria em casa, o pequeno Geraldo assistiu aquele sofrimento, levando-o a tomar uma decisão, seria médico, para encontrar um tratamento para tão insidiosa moléstia.

Dito e feito. Entrando na Faculdade procurou logo cedo acompanhar o Dr. Oswaldo Leite, o primeiro oncologista de Sergipe, que em 1959, iniciou o tratamento radioterápico do câncer por aqui. O Dr. Geraldo Bezerra seguiu o seu mestre e professor. Terminado a graduação, foi ao Rio de janeiro especializar-se em oncologia, sua missão. Retornando a Sergipe por volta de 1975, o segundo oncologista iniciou a quimioterapia em Sergipe, sendo a primeira paciente uma mulher com câncer de mama, no hospital Santa Isabel. Nada mais simbólico, o Dr. Geraldo usando novos recursos terapêuticos, ainda precários, tentando salvar uma vida do terrível mal, que tinha abatido a sua tia. A droga usada foi o endoxan, uma ciclofosfamida de baixa eficácia e elevados efeitos colaterais. O Dr. Geraldo Bezerra montou o ambulatório de oncologia do INAMPS em Aracaju, onde atuou até a aposentadoria.

O Dr. Geraldo Bezerra foi um eterno professor, desde jovem. Como coroamento, terminou ensinando genética médica no curso de medicina da UFS. Sempre foi um apaixonado pela história. No primeiro ano do ginásio, em Itabaiana, o professor Eduardo Porto (Pompéia) passou como dever de casa um trabalho sobre a ocupação dos corsários franceses no Rio de Janeiro no século XVI. A apresentação do pequeno Geraldo foi tão maravilhosa, que o professor sempre o requisitava para a apresentação do trabalho nas series mais avançada, como prova de que se estudando as coisas ficam fácies.

Hoje, aos 71 anos, 46 de casado com Dona Elisabeth, pai de três filhos, o Dr. Geraldo Bezerra continua assistindo as suas missas semanalmente, e atendendo as suas pacientes na AVOSOS. Sereno, equilibrado, com a sensação do dever cumprido, alimentando planos de escrever sobre muitas passagens da vida. O Dr. Geraldo possui uma memória recheada de estórias e versões sobre a vida sergipana. Aguardando os seus escritos...


Antônio Samarone.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

ILDETE CALDAS


Ildelte Caldas, 73 anos, sergipana de Japoatã, educada em Colégio de Freira pelas Irmãs Sacramentinas, formada pela terceira turma da Faculdade de Medicina de Sergipe, optou pela ginecologia. Foi médica da previdência social, trabalhou no Serigy, e com o tempo, pela forma atenciosa que atende a suas pacientes, foi ganhando fama e credibilidade como médica.

No tempo em que as “doenças do mundo” (DST) ainda eram transmitidas com mais frequência pelas profissionais do sexo, o Secretário da Saúde Pública, Dr. Eduardo Vital Santos Melo, encarregou a Dra. Ildete pela prevenção das doenças venéreas no estado de Sergipe. Logo cedo ligou-se ao meritório trabalho de prevenção do câncer nas mulheres.

Ildete Caldas foi a França especializar-se em colposcopia, um valioso recurso de diagnósticos ginecológicos, descoberto pelo médico alemão Hans Hinselmann em 1925, mas só difundido pelo mundo a partir da década de 1960. A colposcopia chegou à Sergipe pelas mãos do Dr. Gilvan Rocha (isso mesmo, o Senador); e difundido depois pela Dra. Ildete Caldas.

Em 1988, Dra. Ildete tomou a iniciativa de fundar a CEMISE, uma pequena clínica com cinco funcionários, sendo hoje um dos estabelecimentos privados bem-conceituados no estado. Uma vida dedicada ao trabalho e a família, quase no anonimato, onde a velha medicina artesanal, centrada na relação médico/paciente, foi praticamente um sacerdócio.


Antonio Samarone.    

terça-feira, 27 de junho de 2017

A TRAGÉDIA DO SUS EM SERGIPE


A TRAGÉDIA DA SAÚDE EM SERGIPE.
Acabo de ouvi em Gilmar Carvalho uma longa entrevista do Secretário da Saúde Zé Almeida. Fiquei assustado com a desinformação de sua excelência. Assumiu o cargo outro dia afirmando que tinha encontrado um caos, mesmo no final do governo, prometendo resolver dentro de um curto prazo. Contudo, quando ele começa a dizer as providências que está tomando para resolver, que comprou isso, comprou aquilo, botou catraca, reorganizou o estacionamento, alugou um prédio, entregou outro, proibiu a livre circulação entre as alas, vai botar controle eletrônico do pessoal, demitiu não sei quem; tudo dito com a voz pausada e empostada, passando a impressão de que sabe o que está fazendo, e que tudo será dentro do protocolo, perde-se a esperança. Nada substantivo, só varejo.
Nenhuma palavra sobre a natureza da crise da saúde em Sergipe, nenhum diagnóstico do problema, nenhum entendimento sobre os equívocos da política adotada; nada sobre regulação, retaguarda da urgência, funcionamento da rede básica, financiamento, controle social, municipalização, perfil epidemiológico, transição demográfica, etc. Só um exemplo, os acidentes de trânsito sobrecarregam a urgência, o que pode ser feito para a sua redução? Nada! Contudo, o Secretário Zé Almeida mostra disposição, disse que está trabalhando os três turnos, sábados, domingos e feriados. Todos já sabiam que ele não entendia nada do funcionamento dos serviços de saúde, até quem o indicou; achar que o senador teria humildade para ouvir os técnicos (a Secretaria tem bons quadros), seria desconhecer a personalidade de Zé Almeida. Portanto, trata-se de um político dirigindo um transatlântico sem a devida habilitação.
Portanto, infelizmente não faço um bom prognóstico para o futuro da saúde em Sergipe, acho até, vejam o absurdo, que ainda tem espaço para piorar.
Antonio Samarone.

domingo, 25 de junho de 2017

CARTA DE LIMA JUNIOR A SILVÉRIO FONTES

Carta do historiador itabaianense Francisco Antônio de Carvalho Lima Junior (1896), ao ilustre médico sergipano Silvério Martins Fontes, autor do Manifesto Socialista ao Povo Brasileiro (1889); fundador do Centro Socialista de Santos (1895) e do jornal “A Questão Social (1895). Silvério Fontes é tido por Astrogildo Pereira como o primeiro socialista brasileiro de tendência marxista.


“Não podia aparecer em melhor oportunidade um jornal nas condições do – A Questão Social uma vez que não se proponha a transigir com os bandos de especuladores, que vive por toda a parte a pescar em águas turvas em épocas eleitorais. O nosso novo vale tão pouco como elemento propulsor dos mecanismos sociais. Tem se aviltado tanto, se tornado de tal modo ludibrio dos falsos profetas, vítima que beija os pés dos seus algozes, que faz desconfiar da sua constância na luta pelos interesses, e sobretudo na dedicação sincera aos melhores servidores. A meu ver, a importância que merece a propaganda em favor do proletariado em país como o nosso, não consiste tanto na aspiração européia de uma reforma radical de uma instituição governamental, como na reforma dos costumes, o que só se pode alcançar por meio de profunda transformação moral. Sem isto, nada se conseguirá de positivo, senão estragar um belíssimo ideal. Para conseguir encarnar o ideal no verdadeiro, há mister de virtudes muito heroicas e mui lenta evolução. Por enquanto, a propaganda dirigida sob o ponto de vista científico, terá feito muito, operado prodígios, se conseguir anular as influencia maléficas, que, mentindo a democracia, se opõem a proclamação da República do Brasil... A missão da A Questão Social, como de todos os órgãos de propaganda das mesmas ideias, deve, por enquanto limitar-se a sanear, livrando-os desses miasmas, que os históricos, tem sido os primeiros a espalhar em nosso ambiente social. Falo, como disse, como histórico, que se envergonha dos companheiros na tribuna popular, no jornalismo, no parlamento, em toda a parte onde acham pessoas sem escrúpulos a quem mandar. Não será, pois, transigindo com o meio atual, que achará guarida o ideal socialista... “ (publicada na A Questão Social, nº 44, Santos, 01/04/1896, p.2)

SILVÉRIO FONTES - SOCIALISMO NO BRASIL



Silvério Martins Fontes (1858 – 1928), sergipano de São Cristóvão, médico, formado no Rio de Janeiro em 1881. Filho de José Martins Fontes, Juiz Municipal, Procurador da Tesouraria Provincial e Deputado da Assembléia Legislativa de Sergipe por seis legislaturas consecutivas; e dona Francisca Xavier Gomes Fontes. Teve nove irmãos, sendo Silvério o mais velho. Silvério aprendeu as primeiras letras em Aracaju, onde realizou os preparatórios. Depois, mudou-se para Salvador, onde ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia e cursou os primeiros anos do curso médico. Em seguida transferiu-se para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde concluiu o curso e defendeu tese inaugural sobre Infecção Hospitalar. A escolha do tema demonstra que ele viveu muito à frente do seu tempo. Ninguém, naquela época, imaginava a importância das infecções adquiridas no meio hospitalar.

Depois de formado, em começo de 1882, iniciou a clínica na cidade de Santos, (S. Paulo) onde fixou residência. Foi nomeado médico da Santa Casa de Misericórdia, onde permaneceu até 1901, quando pediu exoneração, fazendo reverter os seus ordenados em favor dos cofres daquela pia instituição. Em 1902 foi eleito Presidente da Santa Casa, cargo que exerceu com o critério que sempre manteve nos atos de sua vida. Sócio fundador do Congresso Brasileiro de Medicina e Cirurgia. 

Em 1889, Santos sofreu com uma grave epidemia de febre amarela, com mais de 700 óbitos. O Dr. Silvério Fontes teve participação destacada no combate a enfermidade. Segundo Josué Modesto, no final do século XIX Santos precisava de mão de obra. Em 1892 veio a Sergipe um aliciador em busca de quatrocentos trabalhadores para tocarem a obra de de reforma e construção do Porto de Santos.
Além de médico e jornalista, foi um intelectual e sociólogo que reunia em sua residência homens cultos e inteligentes, republicanos e abolicionistas. Homem de grande Inteligência e erudição, gozou de notável prestígio na cidade santista. Fundou o Centro Socialista de Santos. e o jornal “A Questão Social”. Tornou-se em pouco tempo divulgador do socialismo em nosso país. Escreveu “Manifesto Socialista”, de repercussão nacional. Colaborou em todos os jornais socialistas do País, especialmente no “O Socialista”; na “Evolução”: periódico científico, literário e noticioso em Santos. A Questão Social, órgão do Centro Socialista de Santos, fundado em 15 de novembro de 1895 por Sóter de Araújo, Carlos Escobar e Silvério Fontes. Com objetivos da divulgação do socialismo e formação de um Partido Socialista - junto com a Sociedade União Operária e o Partido Operário. O Centro promovia palestras sobre socialismo científico e organizou uma biblioteca para seus associados, propondo que seu jornal fosse quinzenal - o que nem sempre ocorreu.

O Centro Socialista de Santos, além de ser o primeiro pólo de discussões socialistas no país, foi o promotor da comemoração do 1º de Maio pela primeira vez no Brasil, em 1895. A ideia surgiu em uma reunião de socialistas e anarquistas em abril desse ano - por eles pomposamente denominada "II Conferência dos Socialistas Brasileiros" -, que decide aprovar as resoluções do Congresso de Paris de 1889 e comemorar o 1º de Maio. Silvério Fontes foi médico, abolicionista, republicano, socialista, humanitário, intelectual, jornalista organizador. Estes adjetivos serão poucos para descrever o sergipano Silvério Martins Fontes, pensador atuante de sua época, fazendo presentes e debatidas as pungentes questões sociais.

Astrogildo Pereira, militante anarquista e um dos convertidos ao socialismo autoritário, fundador do PCB em 1922, escreveu um livro intitulado Silvério Fontes - Pioneiro do Marxismo no Brasil. Nele, comenta que a passagem de Silvério do positivismo para o socialismo foi bastante fácil. O médico sergipano Silvério Fontes é pai do poeta, médico e anarquista José Martins Fontes, patrono da cadeira 26, da Academia Paulista de Letras.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

MESTRES DA MEDICINA EM SERGIPE


Dalmo Machado Melo (91 anos), nasceu num sábado de aleluia (15/04/1926), em Piaçabuçu, com lábio leporino duplo. Os primeiros anos da infância foram difíceis. Aos oito anos foi para Salvador, realizar a cirurgia e estudar. Foi interno do Colégio Marista. Dr. Dalmo fica por lá até a formatura, em 15/01/1953.  Em seguida, estabeleceu-se como médico parteiro em Aracaju. Residiu os cinco primeiros anos dentro da maternidade Francino Melo, do Hospital de Cirurgia, atendendo a pobreza de Sergipe. A forma carinhosa como tratava as parturientes, o talento, a dedicação, sempre pronto para atender, a qualquer hora, em qualquer dia, levou que a sua fama corresse pela cidade. Em pouco tempo, o Dr. Dalmo era o parteiro preferido da cidade, dos ricos e dos pobres. Foi médico das esposas dos ferroviários de Sergipe. Fez o parto de muita gente.

A fama e a grande clientela levaram-no a criar na década de 1960 a Clínica Visitação, a primeira clínica obstétrica privada de Sergipe. Em pouco tempo, o estilo humanista, a falta de vocação empresarial, foram suficientes para o insucesso. A clínica fechou. O Dr. Dalmo continua a sua missão como simples parteiro.
A sua habilidade destacada permitiu a sua escolha para professor da Faculdade de Medicina. Os seus alunos aprendiam muito nos disputados plantões com o Dr. Dalmo. A paciência, o respeito com os alunos; após cada procedimento, ele fazia questão de reunir a turma numa pequena sala, e discutir os casos, explicar, justificar o que tinha feito. O Dr. Dalmo foi o mestre de várias gerações.

Esse grande médico a moda antiga, que sempre colocou a paciente em primeiro lugar, não transformou a sua profissão num comércio, não acumulou riquezas, e pagou caro com o envelhecimento. Descobriu aos 80 anos, que o que ganhava com a aposentadoria não era suficiente para cobrir as suas despesas, e foi obrigado a ir trabalhar como médico de família no SUS, em Muribeca, Neópolis, Pacatuba e Piaçabuçu. E o velho e honrado parteiro, que chegou a ser o obstetra mais famoso de Sergipe, ao invés do sagrado descanso, continuava atendendo 15 mulheres por turno de serviço. Só deixando quando as suas pernas não mais suportavam.


Por outro lado, agora aos 91 anos, nos concedeu uma entrevista emocionante. Relembrou com lagrimas nos olhos a sua felicidade, as suas alegrias, as amizades, o que fez de bem a tanta gente. Ali, num modesto apartamento, ainda guarda como ícone sagrado a pintura de Florival Santos, representando milhares de mães que ele zelosamente aliviou as dores do parto. Diariamente, o Dr. Dalmo posta-se diante do quadro e faz as suas orações, com a felicidade de quem tem certeza que a sua missão na vida foi cumprida. Minha emocionada homenagem, Dr. Dalmo.