sábado, 21 de abril de 2018

O FIM DA POLÍTICA



O fim da política.

Como a política ainda não acaba esse ano, teremos eleições, tomo a liberdade de fazer alguns comentários sobre Sergipe. O meu raciocínio parte do pressuposto que o eleitorado votará usando os critérios de sempre. Pelas pesquisas, não tenho sinais de que haverá mudanças.

Nos últimos 35 anos somente cinco políticos governaram Sergipe: João Alves, Albano Franco, Valadares, Marcelo Déda e Jackson Barreto (uma dinastia). Como será a renovação dentro da visão tradicional da política, quem serão os nomes para o futuro?

Sem exercício de adivinhação, pelos espaços que ocupam na vida pública, quatro nomes estão na linha de frente para substituir a dinastia anterior, a médio prazo: o prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira; o senador Eduardo Amorim; e os deputados federais Valadares Filho e André Moura, líder do presidente Temer. O resultado da próxima eleição será decisivo.

Claro, da geração mais nova, na política tradicional, tem outros nomes que podem emergir e se tornar líderes de projetos, chefes políticos. Não vou arriscar nomes. Entre os que estão atrás, na segunda fila da corrida, muitos já tiveram chances e não se firmaram, perderam espaço. Outros estão construindo os seus projetos, podem crescer. O jogo está aberto.

Na corrida eleitoral desse ano só enxergo duas novidades, entre os alternativos: Tarantela pela direita, ao lado de Bolsonaro; e Márcio Souza, pelo PSOL, que podem surpreender. No mais, são figuras repetidas, conhecidas de outros carnavais. Fiquei procurando novidades entre os outsiders, os que se apresentam como “não políticos”, sinceramente, por enquanto nada original. Contudo, a disputa eleitoral está apenas começando.  
Antônio Samarone.