terça-feira, 21 de julho de 2026

SERGIPE TEM JEITO

Sergipe tem jeito!
(por Antonio Samarone)
 
Há 200 anos, Sergipe luta contra o subdesenvolvimento. Continuamos em marcha lenta. Um estado com uma população estimada em 2,2 milhões de habitantes, 363 mil famílias, vivem com uma bolsa do governo.
 
No período republicano, apenas três governadores tiveram uma visão de estadista. Tentaram e fizeram muito: João Alves, Gracco Cardoso e Eronides de Carvalho. Uns poucos, fizeram governos medianos. A maioria, cuidou dos interesses de uma elite descompromissada com o povo.
 
Estou acompanhando a peregrinação de Valmir, em sua pré-campanha corpo a corpo. As pessoas estão acreditando. Ele pretende mudar a direção dos ventos, pôr fim aos vícios de uma elite predatória e insaciável, que só pensa em si. 
 
O sucesso da gestão em Itabaiana, criou uma esperança, que o poder econômico não pode eliminar.
E Valmir vai longe. Está confiante. Promete pôr fim às mamatas da Iguá. A água é um direito, incompatível com o lucro fácil. Não adianta o vale-tudo, “quebrar o estado” e usar a máquina. Quando o povo quer, só um poder superior pode barrar. 
 
Hoje, final da tarde, na Terra Dura, será a convenção oficial para lançar as candidaturas. Valmir assume uma missão de alto risco: enfrentar a elite encastelada nos palácios. Gente poderosa e que joga pesado. Mas, se o povo quiser, Sergipe sairá do atoleiro. 
 
O descaso governamental com Sergipe é histórico. Basta um exemplo: o Canal de Xingó é uma exigência de meio século, para se evitar uma catástrofe hídrica em Sergipe, a curto prazo. O Canal do Sertão Alagoano, projetado para 200 Km, até Arapiraca, já existem 123 Km implantados. Obras com objetivos semelhante. Estados economicamente próximos. O de lá anda, o daqui não sai do lugar. 
 
Fui ao lançamento do livro “Ele, descrito por Eles”. Um conjunto de depoimentos de ex-auxiliares de João Alves, organizado pela professora Marlene Calumby. São lições de gestão pública. João Alves pensava alto, enxergava longe. Claro, cometeu erros, mas o saldo é bastante positivo. 
 
Esse texto não pretende dissecar cada depoimento do livro, entrar em detalhes. O livro está a venda. A leitura é indispensável, para quem gosta de Sergipe. Não basta ouvir dizer.
 
Encerro com uma citação do Padre Valtewan, vigário-geral da Arquidiocese de Aracaju, sobre João Alves: “Homem simples, humilde, de sensível coração, mas ao mesmo tempo, culto, inteligente, grande gestor e com visão para além do seu tempo. Apaixonado pelo seu estado e pela sua Aracaju.”
Eu acrescento: não ficou rico com a política. 
 
Valmir é um vocacionado para a gestão pública. Deu jeito em Itabaiana. Claro, governar Sergipe é mais complexo. Mas, as regras são as mesma!
 
Antonio Samarone – Médico Sanitarista.

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