terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

A LEPRA EM SERGIPE


A LEPRA EM SERGIPE


Em 21 de julho de 1951, uma comissão de três especialistas em lepra, formada pelos doutores Armando Pondé, superintendente do serviço da lepra do estado do Bahia; Dr. Medeiros Dantas, responsável pelo serviço de Pernambuco e o Dr. Fraga Lima de Sergipe comprovam um milagre. Os três técnicos do Serviço Nacional de Lepra, assumem coletivamente a responsabilidade de conceder alta clínica aos dois primeiros pacientes portadores de lepra, internados na Colônia Lourenço Magalhães em Aracaju. Foram as primeiras curas de lepra em Sergipe após o advento das sulfonas no arsenal terapêutico. Até então o diagnóstico de lepra era a certeza da morte. Esse ato simbólico, de uma alta médica, realizada por uma equipe com essa legitimidade técnica, tinha a função de estimular os demais pacientes, criar a esperança de que os que perseverassem e suportassem o tratamento, poderiam num futuro próximo retornar ao seio do querido ambiente familiar.