segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

A TABA DE MATIIAPOAN


 A Taba de Matiiapoan, berço da inteligência.
(por Antonio Samarone)

A polêmica começa com o nome, como se escreve? Para Sebrão, o certo é Matiapoan. Fazer o quê? O povo antigo chamava de Maithapã. Matapoã, é o nome oficial. Matapoam?

Quais as origens, dessa comunidade, berço da inteligência ceboleira.

Sebrão, o Sobrinho, enxergou uma origem indígena:

“Às margens do Riacho Canabrava, grandes fogueiras acesas e enormes batuques indicavam reunião do supremo conselho dos chefes das tabas abais, os bravos morubixabas, os príncipes das selvas Boimés...”

“Matu” significa coisa insignificante, pequena; e “apoam” arredondada, gente gorda, sem pescoço, cintura mal formada e enormes batatas das pernas. É a caricatura do povo de lá.

Na metade do século XIX, chegaram os "Oliveiras", ferreiros que trouxeram a arte de Portugal.

O patriarca, João José de Oliveira, cresceu e multiplicou. Gerou os ferreiros. Os "Oliveiras", eram bem formados de feições, gente bonita, atléticos, esbeltos e com uma força física descomunal.

Desentortavam um armador de ferro, com a força das mãos.
Todos os filhos de João José (12), sabiam ler e escrever.

Um povoado rico. Em poucas horas de estadia, Lampião arrecadou 4 vezes mais, que em sua passagem por Capela.

Para evitar esquecimentos, não citarei os seus filhos ilustres. Centenas, milhares...

Faço uma convocação, aos descendentes dos "Oliveiras e Andrades", da Matiapoan. No dia de São José, 19 de março, vamos voltar as raízes, comemorar a saga dos ferreiros. Depois, um almoço por adesão, na carne de sol do Domício.

Na ocasião, a Prefeitura de Itabaiana vai inaugurar uma bela Praça e a pavimentação asfáltica da estrada que liga o povoado a BR – 235.

Antonio Samarone.
(Membro da Academia Itabaianense de Letras)

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