quarta-feira, 10 de maio de 2023

GLORIOSO ANTONIO

 Glorioso Antonio.
(por Antonio Samarone).

Itabaiana sustenta-se tradicionalmente em três pilares culturais: Santo Antonio, os caminhoneiros e a Associação Olímpica.

Fomos batizados como “Villa de Santo Antonio e Almas de Itabaiana”. Santo Antonio é o próprio, as almas são dos Tupinambás, encontradas nas montanhas próximas (Miaba), e Itabaiana é a serra grande.

Santo Antonio predomina há quatro séculos. Foi por sua vontade, que transferimos a sede do município, do Vale do Jacarecica para a caatinga de Ayres da Rocha.

As Trezenas de Santo Antonio são expressões comunitárias dessa fé. A procissão é o apogeu, uma demonstração de gratidão ao Santo.

Inicialmente, a própria música surgiu em Itabaiana, para engrandecer a adoração a Santo Antonio. Brotou na sacristia, em 1745.

Já nascemos devotos: “o que seria de mim, meu Deus, se não fosse o Antonio...”

O segundo pilar são os caminhoneiros.

Os caminhoneiros foram a locomotiva que carregou economicamente a cidade, na transição da Era agrícola para a Era comercial (década de 1950).

O título de capital brasileira dos caminhões, não é apenas simbólica. É real! Os caminhoneiros pesam no modo de vida, nos valores, na economia e nos costumes.

O terceiro pilar é a Associação Olímpica.

O Tricolor da Serra é bem mais que um clube de futebol, é uma comunidade representada no esporte. Em seu hino, escrito pelo intelectual Alberto Carvalho, diz com clareza: “somos Itabaiana, cidade celeiro.”

Uma verdade: não torcemos por um time de futebol, torcemos pela cidade. O Tricolor da Serra é parte da nossa alma cultural. Vestir a camisa do time é vestir a camisa da cidade.

Entenderam?

Antonio Samarone (médico sanitarista)

E A CULTURA?

 E a Cultura?
(por Antonio Samarone)

Estou embarcando para uma nova missão!

O Prefeito de Itabaiana me convocou para ser o Secretário da Cultura. Não posso rejeitar. Itabaiana vive uma nova Era, uma nova transição econômica e política. Um grupo político resolveu apostar na gestão pública de qualidade. Esta experiência já dura dez anos.

Mudou Itabaiana!

Até a segunda metade do século XX, Itabaiana era uma província agrícola. Um celeiro. Com a construção da BR – 235 e a chegada de um ginásio público, viramos uma economia mercantil. Itabaiana se transformou num centro distribuidor de mercadorias. Cresceram o comércio e os transportes.

A realidade mercantil encontrou atores vocacionados para o comércio. O Itabaianense sabe comprar e vender com maestria.

O caminhão criou um polo de riquezas, gerando renda e trabalho para muita gente. A Cidade tornou-se a capital nacional do caminhão.

A economia cresceu e a Cidade ganhou novos ares. Grandes empreendimentos imobiliários brotaram e a realidade se transformou. O dinheiro corre para Itabaiana. Este capital precisa dar novos saltos.

Emerge uma nova Era!

O capital acumulado procura investimentos viáveis e seguros. Precisa expandir-se e alargar as fronteiras. Foi assim na primeira fase, na década de 1950. Muitos comerciantes Itabaianense ganharam o Nordeste. (Bom Preço, Paes Mendonça).

Os novos desafios, conquistas e avanços, necessitam de lideranças políticas arejadas. Gente com outra cabeça. E estas lideranças já surgiram e mudaram a forma de fazer política em Itabaiana.

A boa gestão da coisa pública é indispensável!

Essa nova Era precisa do dedo da Cultura. A autoestima precisa de fundamentos, narrativas e significados. Isto quem dá, é a Cultura.

E o que é a Cultura?

O senso comum associa a cultura com o conhecimento escolar. Existem as pessoas cultas e as incultas. Não é nada disso!

A palavra Cultura vem do verbo latino “colere”, que significa cuidar. A agricultura cuida da terra, a puericultura, das crianças e o culto, cuida das divindades.

A Cultura cuida dos ausentes, dos significados, do tempo, dos símbolos e valores de uma sociedade.

É a Cultura que elabora os significados, qualifica o real, dá sentido às coisas, constrói e destrói narrativas. Uma sociedade só chega à civilização pela Cultura.

A Cultura usa a linguagem e o trabalho, para criar o que não existe. Existe uma cultura popular e uma erudita. Nas duas, as manifestações podem ser profundas e superficiais. A ideologia deturpa, qualificando uma e desqualificando a outra, previamente.

Tanto a Cultura popular como a erudita podem ser de resistência ou de conformismo, criativa ou superficial, propositora ou passiva.

Existe uma confusão entre a Cultura popular e a Cultura de massas. O mercado criou uma Cultura de massas. Tornou a Cultura apenas um entretenimento, diversão, mercadoria posta ao consumo imediato. A Cultura de massas é uma mistura diluída, sem raízes e efêmera.

Não podemos ignorar a Cultura de massas, pois ela existe e é dominante. Atende a valores e anseios manipulados de consumo. É um Ki-suco adocicado, sem nutrientes.

O papel do poder público é elaborar políticas que fomentem as manifestações culturais, eruditas e populares. Quem cuida da Cultura de massas é o mercado. Ela tem viabilidade econômica, se mantém com as próprias pernas.

A Cultura explode em Itabaiana por conta própria, de forma autônoma. A música, com duas filarmônicas, sendo uma a mais antiga do Brasil. Uma tradição na fotografia. Uma academia de letras, uma bienal de livros (sexta edição), o teatro amador, as manifestações tradicionais, a Chegança, o Reisado, a Quadrilha Junina (a única no Nordeste marcada por uma mulher).

A Cultura mantém a memória do passado (museus, memoriais), dá significado ao presente e pavimenta o futuro. A Cultura cria raízes, aproxima as pessoas, reforça as identidades e une os divergentes. Cria valores e símbolos.

Aceitei a missão por acreditar que o atual grupo político que comanda Itabaiana, tem os mesmos propósitos e as mesmas ambições: fortalecer uma civilização no agreste, que possa servir de inspiração para Sergipe.

“Alea Jacta Est”.

Antonio Samarone (médico sanitarista)

GENTE SERGIPANA - JOÃOZINHO VENENO

 Gente Sergipana – João Batista da Costa (Joãozinho Veneno).
(por Antonio Samarone)

Joãozinho foi político, comerciante e fazendeiro, marcou época em Sergipe, em tempos de conflitos. Um homem desassombrado. Amigo íntimo de Lampião, por isso, chamado pelo povo de coiteiro.

Prestou relevantes serviços ao cangaço e a política, que eram muito próximos. Joãozinho foi um homem solidário com os amigos: adotou Maria do Carmo, filha do temido Corisco e da valente Dadá.

Joãozinho de Donana, outro codinome, nasceu no Alagadiço, em 02 de fevereiro de 1913.

O seu irmão Costinha, foi o primeiro Prefeito do Pinhão. Eram pequenos fazendeiros.

Em Itabaiana, onde foi Vereador por dois mandatos, ele era conhecido como Joãozinho da Padaria. Por razões óbvias: possuiu uma padaria na Rua Barão do Rio Branco, onde hoje funciona a loja de Ricardo Barbosa, defronte ao antigo Bar Simpatia.

Em Itabaiana, Joãozinho depois comprou um Ford – 46, e foi transportar gente em pau de arara. Ao lado de Jason Correia, ele estava entre os primeiros caminhoneiros da cidade.

Na política, foi correligionário de Euclides Paes Mendonça, pela UDN. O anedotário local conta que Euclides lhe ofereceu o cargo de Delegado de Polícia e ele rejeitou, com um argumento: “Euclides, Delegado precisa prender gente, e isso não é simpático para um candidato”. Euclides retrucou: Por isso, não! Prender, deixa que eu prendo, você será o delegado para soltar, e agradará ao réu e a toda a família.” Joãozinho pensou, pensou, mas não aceitou ser Delegado de soltar.

Depois retornou ao Pinhão, para a sua fazenda Lagoa São José, herança da mãe, Donana Rego, onde permaneceu até a sua morte, em 05 de janeiro de 2008, aos 93 anos. Está sepultado no Cemitério do Pinhão.

Joãozinho Veneno teve uma prole numerosa, é o pai do conceituado Juiz de Direito José Emídio da Costa, também falecido. A sua filha, Ana Rosa, foi recentemente Prefeita do Pinhão.

Joaozinho Veneno, transitou na político em um momento de muita violência e perseguições, sem envolver-se diretamente nos ocorridos.

Joãozinho Veneno foi um coiteiro da paz.

A foto que encabeça esse texto é do acervo da competente Jornalista Alessandra Brito, neta de Joãozinho.

Antonio Samarone (médico sanitarista)

ESMOLA GRANDE

 Esmola Grande...
(por Antonio Samarone)

Mané Trapaça começou do zero. Sempre foi girento. Fez de tudo: vendeu loteria, garrafa, ferro velho, cantou em circo, e foi tocando a vida por conta própria.

Essa conversa de empreendedorismo é jornal velho para Mané.

Recentemente botou um Mercadinho Itabaiana, na grande Aracaju. Deu tudo certo para Mané Trapaça, acaba de comprar uma Ranger 2023, à vista.

A surpresa foi ele ter se tornado um filantropo. Passou a dar peixe na semana santa, cesta básica aos asilos e ajudar as igrejas nas obras de caridade.

O povo é gato escaldado, e começou a fofocar: Hum! Mané Trapaça está querendo se meter em política. Só pode...

Ele nega de joelho! Nada disso, estou apenas retribuindo o que Deus me deu.

Ontem, passando em sua porta, tinha uma multidão de mais de trezentas pessoas. Ele anunciou que iria distribuir dentaduras. O povo banguela foi em massa.

As dentaduras todas limpas e brilhando. Dentro de 10 cestos grandes, duas mil dentaduras. Vários espelhos e baldes com água, para enxaguar as dentaduras provadas.

Cada banguela ia provando, até encontrar a que coubesse em sua boca. Achou, levou. Era um presente desinteressado de Mané Trapaça.

Um engraçadinho, com inveja, berrou alto: Mané, onde você comprou essa ruma de dentadura? Mané não se avexou: ganhei! Ganhou de quem? Insistiu o invejoso. Ganhei de Peixoto da funerária. Ele só enterra os cadáveres sem as dentaduras.

O quê?! Bradou o povo na fila, essas dentaduras são dos mortos? São, reafirmou Mané Trapaça. E qual é o problema, qual é a diferença? Na verdade, Mané está certo, diferença nenhuma.

A revolta foi geral, gritos, quebra-quebra, quiseram linchar Mané Trapaça. Ele escapou pulando a cerca, e saindo em disparada.

Uma coisa é certa, se as segundas intenções dele era entrar na política. Pode desistir.

Antonio Samarone. (médico sanitarista)

ABOIOS E TOADAS

 Aboios e Toadas.
(por Antonio Samarone)

Recebi um convite para assistir o II Encontro de poetas do Sertão, no Parque Cunha Menezes, em memória dos Bridões de Ouro, Vavá Machado e Marcolino, a maior dupla de cantadores de toadas do Brasil.

O evento em Itabaiana não tinha patrocínio. A entrada era gratuita. Zero de dinheiro público. Não existe fomento para a cultura raiz do Nordeste. Nem eles estão pedindo.

Liguei para Zé Carlos da Madeireira, o organizador do tributo aos bridões de ouro. Fui direto: quem paga essa conta? Um evento que mobiliza meio mundo dos artistas sertanejos. Ele deu um sorriso e respondeu: tudo do meu bolso. Eu gosto, posso e banco. Viva Itabaiana.

Eu acostumado com as festas do Aracaju, onde o patrocinador participa só com os lucros, fiquei boquiaberto.

O aboio era um canto de trabalho, utilizado pelos vaqueiros para tocar as boiadas durante as apartações. Ninguém mais tange boi aboiando, pelo menos em Sergipe. O boi virou commodities, peça de exportação do agronegócio.

O aboio é um canto sem palavras, marcado só por vogais. Disse o grande José de Alencar: “O aboiar dos nosso vaqueiros, ária tocante e maviosa com que eles, ao pôr do sol, tangem o gado para o curral. São os nossos ranz sertanejos.”

O aboio é um canto solo. Não se aboia para vaca parida. Os mais sabidos dizem que o aboio é de origem árabe, mourisca. Eu não sei.

As toadas são os versos improvisados, cantados dolentemente. Os antigos vaqueiros, que pegavam boi na caatinga espinhenta, foram para o mundo da cultura.

O aboio é a partitura, com ritmo e harmonia para as toadas, versos cantados de improvisos, num ritmos lento, quase de súplica.

O dicionário de Música Popular de Cravo Alvin não registra Arlindo Marcolino de Oliveira nem Ademar Teles de Carvalho (o Vavá Machado), dos Bridões de Ouro. Para a memória erudita eles não existiram, mesmo com 8 LPs lançados.

Vavá Machado e Marcolino vivem na memória do interior de Sergipe. Creio eu, e do Nordeste.

“Inácio da catingueira/ criado de João Luiz/ É doutor preto, formado/ É vigário da matriz/ Tanto fala como aboia/ como sustenta o que diz.” Por isso é cabra de fama/ por isso sabe dançar/ por isso eu digo cantando/ Só lá se sabe aboiar.”
Cancioneiro do Norte – 1928.

Antonio Samarone (médico sanitarista)

DAS ÓPERAS AOS BORDADOS

 Das Óperas aos Bordados...
(por Antonio Samarone)

A Cultura é uma preocupação contemporânea, própria e exclusiva dos homens.

Os humanos possuem uma origem biológica comum. Entretanto, a cultura é diversa e adquirida. Independe da hereditariedade biológica. (tenho dúvidas).

A cultura de um grupo ou sociedade é o conjunto das crenças, costumes, ideias e valores, bem como dos artefatos, objetos e instrumentos materiais, que são adquiridos pelos indivíduos.

O homem é ao mesmo tempo animal e ser humano. A revolução cognitiva ocorreu há 70 mil anos. A Cultura é o modo de ver o mundo, as apreciações de ordem moral e valorativa e seus os diferentes comportamentos.

O homem usou os primeiros instrumentos de pedras, para quebrar os ossos e chegar ao tutano. Só a partir do sapiens, chegamos ao topo da cadeia alimentar. Um passo importante foi a domesticação do fogo.

Um dos primeiros atos no rumo da humanização foi cozinhar os alimentos. A gente gosta do que comeu na infância.

Os neandertais cuidavam dos seus doentes, a medicina é anterior ao sapiens. Aliás, os neandertais eram mais fortes, tinham o cérebro maior, usavam o fogo e ferramentas. Os homens das cavernas não eram estúpidos, como retratamos.

Na visão de Harari, o sapiens conquistou o mundo através da linguagem, ou seja, através da cultura. Em sua capacidade de criar narrativas. Há cem mil anos existiam pelo seis espécies de Homo. O sapiens se tornou único há doze mil anos.

Para justificar a eliminação dos demais “Homo”, o sapiens criou a narrativa da sua origem divina, de que foram criados a imagem e semelhança de Deus e a quem estava destinada a Terra. É a narrativa bíblica.

Franz Boas enxergava a Cultura como toda a produção humana, passando esse cabedal para os descendentes. O velho Marx, via a cultura como um mediador entre o ser humano e seus afazeres.

Mesmo o exercício de atividades consideradas como parte da fisiologia humana pode refletir as diferenças de cultura. Tomemos, por exemplo, o riso.

Rir é uma propriedade do homem e dos primatas superiores, segundo Aristóteles.

O riso se expressa, primariamente, através da contração de determinados músculos da face e da emissão de um determinado tipo de som vocal. O riso exprime quase sempre um estado de alegria, espanto, crítica e admiração.

Todos os homens riem, mas o fazem de maneira diferente, por motivos diversos. Pessoas de culturas diferentes riem de coisas diversas.

As histórias de uma comunidade, quando bem contadas, possuem graça para os que comungam daquela visão de mundo, daquela cultura.

Eu acho pouca graça nos pastelões americanos. Eles morrem de rir.

Poderíamos continuar mostrando que o riso é totalmente condicionado pelos padrões culturais, apesar de toda a sua fisiologia.

Existe um riso Itabaianense? Creio que sim.

No agreste sergipano se rir e se chora pelos mesmos motivos e cara feia não mete medo. Rir da miséria alheia e rir de si mesmo são marcas dos ceboleiros. Lá, a "gaitada" é o ápice do sorriso.

Só rindo, dessa conversa.

Antonio Samarone (médico sanitarista)

A ÁGUA CORRE PARA O MAR


 A água corre para o mar.
(por Antonio Samarone)

O hino do Itabaiana é considerado o segundo mais bonito do Nordeste, só perdendo para o hino do Bahia. Faz sentido, a letra é de Alberto Carvalho, a música de Nelson Ferreira e a interpretação de Claudionor Germano. Vejam aí no Google, quem são essas feras.

Ganhamos um título improvável, enfrentando equipes com grandes investimentos, para o padrão do campeonato sergipano. Os mais apressados disparam: foi sorte!

Não conhecem os caprichos dos deuses do futebol.

O título de 2023, repete a lógica do primeiro, em 1969. Naquele ano, Itabaiana vivia de cabeça baixa, sem autoestima, sem perspectivas, os dois líderes políticos tinham se matado. Literalmente.

Itabaiana ganhou injustamente a fama de ser uma cidade violenta e com uma economia subterrânea. Não aceitavam o talento, a vocação comercial e a disposição para o trabalho dos ceboleiros.

Em 1969, fomos salvos pelo futebol. O título do Itabaiana daquele ano, elevou a autoestima e uniu o povo. Surgiu uma bandeira comum a todos. Quem não conhece a história pensa que é exagero. Voltamos a ser a Itabaiana Grande.

Meninos, eu vi!

Naquele tempo, a cidade se uniu pelo futebol. O velho Etelvino Mendonça, no Beco Novo, recebeu gambiarras, e passamos a treinar a noite. Iniciaram a preparação física. Criaram um juvenil, onde eu joguei. Tudo obra de Dr. Pedro (quem se lembra da sua risada?), de Zé Queiroz, Mozart, Zé Gentil, Resende, Pedro Gois, Alemãozinho, e outros que eu esqueci.

Horácio de Carira foi o nosso primeiro ídolo.

Agora, em 2023, passamos por nova transição. Itabaiana chegou aos cem mil habitantes. Quem conhece demografia sabe o que isso significa. É um novo patamar. Um novo salto. Novamente o futebol aponta as saídas.

Galego, o presidente do time, captou inconscientemente o momento histórico e disse em entrevista: “o nosso objetivo agora é subir, disputar os campeonatos nacionais.”

Entenderam?

Itabaiana rompeu as fronteiras e a sua economia quer se expandir. O povo de Sergipe acompanha de longe, mas já captou o sentimento.

As condições estão dadas, a espera de decisões políticas acertadas.

Antonio Samarone. (médico sanitarista)