quarta-feira, 30 de novembro de 2022

QUAL É A CAPITAL MAIS VERDE DO BRASIL

Qual é a Capital mais verde do Brasil?
(por Antonio Samarone)

Em trabalho publicado sobre a cobertura vegetal das regiões centrais das 27 capitais brasileiras, os pesquisadores João Carlos Nucci e Mariane Félix da Rocha, da Universidade Federal Fluminense, concluíram:

"Brasília (DF) alcançou a primeira posição, com 31,83% de cobertura vegetal na área mapeada, e Aracaju (SE) ficou em último lugar, com 6,38% de cobertura vegetal, em sua área central."

Por que Aracaju ostenta essa lanterna vergonhosa? A um olhar desatento, Aracaju engana, pela cobertura dos manguezais remanescentes, nas franjas dos rios, riachos e marés.

O frondoso manguezal da Praia 13 de Julho, é um tributo da natureza ao mar de estrume humano ali lançados, pela DESO. É bonito, mas fede a ovo podre.

Por que não gostamos das arvores? Se diz em Aracaju, que elas quebram as calçadas e soltam as folhas. Não se trata apenas da ausência de prioridade política, é uma questão com raízes culturais profundas.

Não se chama as árvores pelo nome, quase não se conhece, é tudo pé de pau. É uma herança colonial.

Entra prefeito e sai prefeito, todo ano um programa de arborização é lançado, e nada funciona. O foguetório é grande, os resultados inexpressivos. A maior parte da mudas plantadas, não suportam a ausência de manutenção.

Parte do empresariado de eventos resiste a arborização do Parque da Sementeira. Querem um espaço de shows e eventos. O último plantio expressivo na Sementeira foi na primavera de 2005, com Marcelo Déda.

Quando se cobra um Jardim Botânico em Aracaju, setores da construção civil entram em pânico. “A terra urbana vale ouro, para se encher de mato”, me disse um desses influentes especuladores imobiliário.

Os terrenos vazios do Aracaju são de “engorda”, objeto da especulação.

O que ameniza é o que resta de Mata Atlântica, no Morro do Urubu e os remanescentes dos manguezais.

A questão ambiental é um entrave para o desenvolvimento do Aracaju. A arborização e a despoluição da bacia do Rio Sergipe, são pontos inadiáveis.

Antonio Samarone. (médico sanitarista)


 

SERGIPE E A CANTIGA DA PERUA

 Sergipe e a cantiga da perua.
(Antonio Samarone)

Com a edição do AI-2 e do AI-3 (1966), a ditadura estabeleceu restrições ao STF, extinguiu os partidos políticos e tornou indiretas as eleições para governador e prefeito das capitais.

O último prefeito eleito de Aracaju foi Godofredo Diniz (1963) (foto).

Entre os prefeitos biônicos do Aracaju, surpreende a indicação de nomes fora da política: o economista Aloísio Campos (1968 – 71) e o médico Cleovansostenes Pereira de Aguiar (1971 – 74).

Em 1974, o governador José Rollemberg Leite vai longe, escolheu mais um técnico: o engenheiro civil recém formado, João Alves Filho, aos 30 anos. João Alves ainda era um desconhecido na política. Fez uma gestão que mudou a cara do Aracaju.

Em 1982, no restabelecimento das eleições diretas para Governador, ocorreu uma novidade política, fora das tradições de Sergipe. O Governador Augusto Franco, chefe político absoluto do estado, elegeria até um “poste” em sua sucessão, resolveu indicar o engenheiro João Alves como candidato, preterindo as peludas raposas políticas do PDS, antiga ARENA, seu grupo.

Augusto Franco, senhor de baraço e cutelo, escolheu um nome sem origem nos engenhos, negro, desconhecido, sem tradição familiar, para governar Sergipe.

Claro, teve eleições, mas naquele tempo o voto era em sua maioria encabrestado.

Naquela eleição de 1982, Augusto Franco teve mais votos para Deputado Federal que os candidatos a governador pela oposição somados, Gilvan Rocha (MDB) e Marcélio Bonfim (PT).

João Alves se elegeu e virou o maior líder político de Sergipe, no pós ditadura. Governou o estado por três vezes, a Prefeitura da capital por duas e chegou a Ministro.

Não tardou o rompimento de João Alves (PFL) com o PDS de Augusto Franco. No restabelecimento das eleições diretas para os Prefeitos das Capitais (1985), João se alia ao MDB de José Carlos Teixeira e Jackson Barreto.

Com essa aliança, José Carlos Teixeira virou o último prefeito biônico do Aracaju e Jackson Barreto o prefeito mais votado do Brasil.

Acho que o passagem de Augusto Franco pelo governo de Sergipe, precisa ser estudada. O último oligarca assumido, com cara e jeito de oligarca, mas que fez um governo acima dos últimos populistas que chefiaram o estado.

Ele ter escolhido João Alves em 1982, foi uma opção pela gestão e um freio na politicagem. Ou não? João Alves de administrador, logo virou político. O lema do seu primeiro governo foi “mãos à obra” e a prioridade o Projeto Chapéu de Couro.

Quem quiser saber os detalhes, a biografia de João Alves já foi escrita por Débora Pimentel, confreira da Academia de Medicina. Confesso que ainda não li.

Com a morte precoce de Marcelo Déda, Sergipe retomou a tradição do período populista (1945 – 64), o reino da politicagem.

Vamos aguardar a “nova geração” de Mitidieri.

Não começou bem. Soube por um Vereador influente, que o Prefeito do Aracaju está encontrando dificuldades na aprovação de um empréstimo do BRICs, necessário para o desenvolvimento da cidade. As dificuldades são picuinhas políticas e o grupo de Mitidieri é maioria na Câmara.

Sei que vão desmentir, que não é nada disso, etc. Mas onde há fumaça há fogo.

Sergipe precisa de gestões competentes.

Antonio Samarone (médico sanitarista)

VOCÊ SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO

 Você sabe com quem está falando?
(Por Antonio Samarone)

Romualdo (Ramu) é um liberal bem informado, democrata, tolerante à diversidade, acredita no livre mercado, no empreendedorismo e votou em Simone Tebet, no primeiro turno. No segundo, ele desconversa.

Para os padrões sergipanos, Ramu é um empresário bem sucedido, no ramo de padaria, delicatessen e posto de gasolina. Um crente do capitalismo.

Ramu é liberal na economia e nos costumes. Só teme o comunismo. Não enxerga esse “risco” no Brasil, mas teme o fantasma. “Nunca se sabe”, diz ele precavido.

Para quem gosta de enquadramento: Romualdo compõe o reduzido “centro democrático”. Não confundir com o nocivo “Centrão”. Não vê com simpatia as manifestações bisonhas dos camisas amarelas, muito menos o futuro governo Lula.

Ramu, acha que qualquer governo é um peso para a sociedade, que o poder resume-se em ordenar despesas, prender e soltar, nomear e demitir. “Os governos parasitam a sociedade.”

Em Sergipe, nunca existiu fronteiras entre o público e o privado. O bom governo é o que cisca para fora, ou seja, o que libera uma laminha para os correligionários. O que não come sozinho.

Nesse quadro, a elite provinciana tem mantido os seus interesses e a sua dominação.

A autoridade é demonstrada na carteirada, no jeitinho e no patrimonialismo: “você sabe com quem está falando?”. Para os amigos tudo, para os inimigos a lei.

Romualdo, me indicou um livro do seu conterrâneo, Pascoal Nabuco.

Em Sergipe, temos um capitalismo de compadres. Pascoal Nabuco, que conheceu os “meandros” do poder, destrincha essa realidade em seu livro “Visão Política de Sergipe (1946 a 2016)”. Esse compadrio vem de longe.

“A maior virtude do SUS é tratar igualmente a todos. A vez é de quem chegou primeiro, sem distinção. Em Sergipe, o apadrinhamento invade até os hospitais: sem conhecimentos, a sua vez demora, ou nunca chega.” Diz o irônico Romualdo.

Eu queria acrescentar à descrença no Estado de Ramu, uma inconfidência: em Sergipe, a chamada esquerda não foge desse quadro. O vicio patrimonialista é atávico, ancestral, incrustado na cultura.

Romualdo foi meu aluno, no Arquidiocesano do Padre Carvalho.

Antonio Samarone (médico sanitarista)

TABA ÇAMGUE

 Taba Çamguê.
(por Antonio Samarone)

O Prefeito Adailton Souza, está inaugurando uma Praça no Povoado Zanguê, Zona Rural de Itabaiana. Uma gestão de excelência. Antes, praciante era sinônimo de quem morava na cidade. Hoje, o povo do Zanguê vira praciante. Terá a sua praça!

Os povoados em Itabaiana, além de praças, estão recebendo água encanada, esgoto, escola, posto de saúde e ruas pavimentadas. Em síntese: qualidade de vida.

Zanguê, segundo Sebrão Sobrinho, deriva do nome da tribo Çamguê. Poderia ter sido Sanguê, Banguê (já teve engenhos), Manguê (já foi mar), Ganguê (já foi tribo), mas os portugueses chamaram de Zanguê. Terra boa, sítios excelentes.

“Zanguê é um enorme boqueirão, por onde se despeja o poético Jacarecica em busca do rio Sergipe. Uma planície descensionária.” – Sebrão.

O Povoado Zanguê, no vale do Jacarecica, limita-se com o Bom Jardim ao Sul e com a Cova da Onça ao norte. Foi o berço do Arraial de Santo Antonio e Almas de Itabaiana. Foi lá que construíram a Igreja Velha e onde hoje funciona a barragem do Jacaracica I, onde instalou-se a Agrovila.

“O rio Jacarecica nasce na fazenda Silvestre, no pé da Serra do Pinhão e faz barra no rio Sergipe, no engenho Santana, em Riachuelo.” – Sebrão.

No povoado Candeias, onde meu pai nasceu, o Jacarecica recebe o riacho Piripiri, de vários banhos.

Entre o Zanguê e às Candeias, estava o centro da produção agrícola: a farinha, inhame, aipim, batata, ovos, cebola e alho. Na franja do Malhador (grande malhada). Tudo levado pelos tropeiros até Roque Mendes, onde embarcava em veleiros para abastecer Aracaju.

A Capela do Zanguê foi obra de frades alemães, não sei de quando.

O Zanguê deu gente importante. O professor Cícero, pai de João de Deus e Fabiano. Seu Antonio de Anginho, o patriarca do Beco Novo, era de lá. A família de Zé Crinspim, alfaiate e escritor, também do Zanguê.

O filosofo Tonho Grampão, tem raízes no Zanguê.

O Zanguê, em minhas lembranças, foi o berço dos professores. Matiapoan, o celeiro dos intelectuais.

O povo do Zanguê se arranchava no Beco Novo. Na primeira infância, eu frequentava o Taboleiro dos Caboclos e a Fazenda Grande, caminhos do Zanguê.

Se eu tiver disposição, vou ver essa novidade urbana: uma praça para o lazer dos tabaréus no Zanguê.

Antonio Samarone (médico sanitarista)

GENTE SERGIPANA - JOSÉ QUIROZ


 Gente Sergipana – Zé Queiroz (86 anos)
(Por Antonio Samarone)

A Academia Itabaianense de Letras homenageou com a sua principal comenda, José Queiroz da Costa. Queiroz é a encarnação da alma itabaianense.

Como é a natureza do itabaianense? Pode responder: do jeito de Zé Queiroz

Zé Queiroz é filho único de Antonio Sacristão e Dona Rosinha, neto de Seu Cazuza, um comerciante de tecidos, assassinado misteriosamente em praça pública. Nunca se descobriu o assassino.

Zé Queiroz já nasceu esperto, sempre foi protagonista. Foi ponta esquerda do Cantagalo, com o apelido de Zé Gatinha. Um jogador veloz.

Foi o orador da primeira turma do Ginásio Murilo Braga. Funcionário do Banco do Brasil, que já foi um excelente emprego.

Os feitos de Zé Queiroz são imensos. Itabaiana deve a ele o penta campeonato, os dois cinemas (Santo Antonio e Popular) e a rádio Princesa da Serra. O desenvolvimento de Itabaiana tem a digital de Zé Queiroz.

Foi Deputado Constituinte, nota dez. Nunca votou contra os trabalhadores. No entanto, a carreira política era incompatível com a sua personalidade. Queiroz nunca foi de conchavos e arrumações. Sempre disse o que pensava, e isso em política é quase um suicídio.

Contudo, a maior contribuição de Zé Queiroz para Itabaiana foi imaterial. Ele foi um exemplo de sucesso e a sua autoestima era contagiante. A alma itabaianense condicionou a personalidade de Queiroz, que realimentou o nosso jeito: uma gente independente, empreendedora, recheada de narrativas, ironias, espertezas e sabedorias.

O itabaianense é original, acha-se o centro do mundo. E talvez seja!

Queiroz foi um intransigente, nunca abriu mão, quando se considerava certo. Defendia o que pensava, com competência e de forma destemida. Nunca deu o braço a torcer.

Mesmo quando errava, no final dava certo.

Claro, Queiroz também tem os defeitos dos itabaianense, e outros, mas são os defeitos dos bem intencionados. É a nossa herança judaica. Não somos nem melhores, nem piores, apenas diferentes.

O itabaianense é um bairrista incorrigível, um provinciano pretensioso, que tem orgulho das próprias fragilidades. Zé Queiroz contribuiu muito para o fortalecimento dessa autoestima.

A alma Itabaianense herdou muito da competência e da auto estima de Zé Queiroz. Somos gratos!

Minhas homenagens a Zé Queiroz da Costa.

Antonio Samarone (médico sanitarista)


ORA BOLAS...

 Ora bolas!
(por Antonio Samarone)

Hoje, o Brasil estreia em mais uma Copa do Mundo. A minha lembrança mais antiga é de 1962, o bi campeonato. Itabaiana, como qualquer aldeia, fez festa com o título. Ouvia-se os jogos pelo rádio. Eu só lembro das comemorações.

A bola da Copa 2022, “Al Rihla”, tem até chip, para que se possa acompanhar a sua trajetória. A bola é vigiada pela internet das coisas.

A partir de 1962, o futebol virou uma obsessão para os meninos pobres. Todos queríamos ser Pelé ou Garrincha. Só que Mané tinha as pernas tortas. A bola virou o sonho de todos.

Não falo da bola de couro curtido, sem chances. Em Itabaiana não se vendia essas bolas. Comprava-se a bexiga em São Paulo e Mestre Dé encouraçava. Revestia-a de couro de segunda. Quando molhava, a bola pesava uma tonelada. Após cada jogo, passava-se sebo na bola e esvaziava-se. O sebo para evitar o ressecamento e o esvaziamento para se evitar que a bola ficasse oval.

Os gomos da bola de couro eram costurados à mão, com uma sovela. No local do pito, colocava-se uma tampão. As bolas continuavam de couro até 1970, ano do tri. A bola de couro feita em Itabaiana era quase de pedra. Dura e pesada.

A molecada do Beco Novo jogava na rua com bolas de meias. Isso mesmo, enchia-se um meia usada de pano, amarrava-se a boca, e estava consumado o objeto de desejo.

Depois apareceram as bolas de borracha. As danadas pulavam sem parar, eram bolas vivas. Se essa bola atingisse as costas de uma atleta, a marca ficava por semanas. Se atingisse o rosto, era nocaute.

Apareceram as bolas de plástico, chamava-se bolas Pelé. Foi um avanço tecnológico. Leves e maneiras. As peladas eram jogadas com pés descalços e com a bola Pelé. Foi um paraíso para a molecada. O dono da bola tinha um privilégio, era sempre titular. Qualquer contrariedade, o dono ia embora com a bola.

Experimentei jogar com uma bola de couro aos 15 anos, no campo de Mané Barraca. Os irmão de Benjamim, que moravam em São Paulo, mandaram um bola de couro para ele. Passamos a adular Benjamim: “meu amigo, vamos Jogar, leve a bola!”

Nesse tempo já existiam bolas de couro industrializadas. Eram numeradas pelo tamanho: bola numero dois, três, quatro e cinco. As bolas número cinco ainda podiam ser oficiais e não oficias. A bola de couro de Benjamim era oficial, numero 5. Uma glória. A única bola de verdade estava Beco Novo.

Os meninos das outras ruas babavam de inveja. Isso, sem exagero, a baba escoria pelo canto da boca. Eu vi!

Antonio Samarone. (médico sanitarista)

A PRINCIPAL DOENÇA DE SERGIPE É A POLITICAGEM

 A principal doença de Sergipe é a politicagem.
(por Antonio Samarone)

Um estado pequeno, pobre, desigual, não suporta a sangria realizada pelos bandos partidários. O poder público, ironicamente chamado de “máquina”, foi tomado como butim, pelos vencedores da guerra eleitoral.

Historicamente, Sergipe passou do mando dos coronéis, para o reino dos “cabos eleitorais”. Um Império das raposas políticas. Os parcos recursos são leiloados entre eles.

Enquanto isso, Sergipe afunda no desemprego, na violência, na improvisação e no obscurantismo.

O “fenômeno” Valmir de Francisquinho foi a sua imagem de bom gestor, de ter consertado Itabaiana. Só pararam Valmir no tapetão. Outro bom gestor, Edvaldo Nogueira, foi afastado antes da disputa, pela fama de não cumprir “acordos”.

Entenderam? “Acordos” entre aspas...

O povo, ao seu modo, entendeu que está fora do orçamento público. No segundo turno, Rogério Carvalho não perdeu pelas alianças que fez. Não! Perdeu porque a versão disseminada, foi a dele ter destruído a saúde. Pegou! Rogério limitou-se a dizer que era o nome de Lula. Brigou por isso. O povo queria gestores.

A minha tese foi comprovada em Pernambuco. Raquel Lyra derrotou a neta de Arraes, apoiada por Lula, pela máquina e pelo PT, com a boa imagem de gestora. Ela foi Prefeita de Caruaru por duas vezes, com grande sucesso. Semelhante a experiência de Valmir em Itabaiana.

O governador eleito Fábio Mitidieri está cercado de comensais. O seu sucesso depende desse obstáculo. A chamada nova geração, tanto pode mudar e realizar um governo a serviço da sociedade, ou pode permanecer sob o domínio dos conchavos e acomodações.

Sergipe precisa de uma imprensa livre, pelo menos parcialmente. Se as análises políticas, de uma boa parte dos jornalistas, permanecerem previamente contra ou a favor, dependendo de quem pague a conta, dos interesses da politicagem, estamos perdidos.

Quem poderá se constituir como força política, a partir de 2023?

Enxergo 4 possibilidades:

1. O grupo no governo, liderado por Fábio Mitidieri, por razões óbvias;

2. Edvaldo Nogueira, prefeito da Capital, permanecendo como bom gestor;

3. Valmir de Francisquinho, líder no agreste, permanecendo a boa gestão em Itabaiana e mantendo a influencia nos demais municípios da região;

4. O PT, mesmos saindo fragilizado em Sergipe com a derrota eleitoral, vai governar o Brasil.

Não enxergo viabilidade política em Sergipe dos grupos bolsonaristas. A base de extrema direita é grande, mas muito heterogênea. E os líderes não pensam em Sergipe.

A superação desse azedume maniqueísta, do fanatismo, do fake news, do ódio e da violência depende da mudança dos paradigmas político. Os novos líderes precisam entender que o poder publico precisa de boa gestão, transparência e planejamento.

Antonio Samarone (médico sanitarista)