sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

PENA DE MORTE


A Pena de Morte. (por Antonio Samarone)

O Brasil decretou a pena de morte para pretos e pobres, sem julgamento. Execução sumária! Basta uma condição, eles serem considerados suspeitos. A justificativa é que se trata de bandidos e traficantes armados.

Para os bandidos da classe dominante, de colarinho branco, a pena é outra. No geral, quando respondem, o fazem em liberdade. Quando condenados, ainda podem aliviar as penas com a “delação premiada”.

Modular a pena pela classe social do criminoso é uma tradição da Idade Média.

Na França antiga, as execuções eram diferentes, de acordo com o tipo do delito e o status social do réu. A cabeça dos Nobres eram cortadas com sabre; a dos Plebeus, com o machado. Os ladrões eram condenados a roda de despedaçamento ou a forca; os regicidas eram esquartejados, e os heréticos, sempre queimados vivos.

O brilhante e humanitário médico Joseph-Ignace Guillotin, jacobino, adepto da igualdade na Revolução Francesa, criou a guilhotina, para evitar sofrimentos inúteis. Uma morte sem dor. Todos os delitos passaram a ser punidos com a mesma pena, independente da condição social.

Desde junho de 1791, uma lei, iniciativa do deputado Le Peletier de Saint-Fargeau, determinou que "todo o condenado à morte na França, teria a sua cabeça decepada".

Em 04 de abril de 1792, a primeira máquina foi erguida na Place de Grève, em Paris. A guilhotina foi usada pela primeira vez para executar um ladrão de estrada, 21 dias depois de instalada.

A guilhotina foi amplamente utilizada durante a Revolução Francesa. Conhecida primeiro como a “máquina”. Após a decapitação de Luís XVI, tornou-se conhecida também como “la louisette” ou “le louison”, mas o nome “la guillotin” (Guilhotina) prevaleceu.

Circula uma fofoca que o próprio Guillotin foi guilhotinado. Não é verdade, foi um seu homônimo. O médico Joseph Guillotin, que além de ter inventado a guilhotina, foi o responsável pela disseminação na França da vacina contra a varíola, morreu por causa natural, o carbúnculo, em 26 de março de 1814.

Antonio Samarone.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

PRIMEIRA CAMPANHA CONTRA A POLIOMIELITE EM SERGIPE


A primeira Campanha de vacinação contra a Poliomielite, em SERGIPE (abril de 1962).
(por Antonio Samarone)
Diante de um surto de paralisia infantil no Estado de Sergipe, no final de Março de 1962, compareceu ao Estado o Dr. Getúlio Moura Lima, Diretor do Departamento Nacional da Criança, ligado ao Ministério da Saúde, visando fornecer as condições para realização da primeira campanha em massa de vacinação contra a pólio, em Sergipe...
Por iniciativa do SESC – serviço Social do Comércio, houve uma vacinação contra paralisia infantil em Sergipe, em fevereiro de 1958, onde foram imunizados com a vacina SALK, os filhos dos comerciários de 0 a 4 anos. Essa vacinação foi feito sob orientação do Dr. Walter Cardoso. A vacina Sabin, somente seria lançada no mercado entre 1961-62.
Em 1962, ocorreu a primeira Campanha de Vacinação em massa, contra a poliomielite.
Em abril de 1962 foi organizada uma comissão, formada pelas autoridades sanitárias do Estado, para iniciar a campanha de combate à paralisia infantil.
A comissão foi formada pelo Secretário da Educação e Saúde, Dr. Antonio Garcia; pelo Delegado do Departamento Nacional da Criança, Dr. João Cardoso; pelo Diretor do Departamento de Saúde Pública, Dr. Juliano Simões; e pelos Representantes da Saúde do Município, Dr. Adel Nunes; da LBA, Dr. Sílvio Santana; do DNERU, Alexandre Menezes, do Parreiras Horta, Teotonilo Mesquita e do Dr. João Batista, pelo Serviço Cooperativo do Estado.
A previsão era a de aplicar 25 mil doses da vacina Sabin, num período de vinte dias. As vacinas foram fornecidas pelo Ministério da Saúde.
Foi também criada uma comissão de mobilização, formada pelos médicos Paulo Carvalho, José Machado de Souza, Gileno Lima, Walter Cardoso e dois acadêmicos de medicina.
Ficou definido que entre os dias 24 a 29 de abril de 1962, todas a crianças de Sergipe entre quatro meses e seis anos de idade, deveriam ser vacinadas em Aracaju. Houve uma grande mobilização em todo o Estado.
A campanha foi coordenada pelo Dr. João Cardoso Nascimento Junior.
Os locais de vacinação foram descentralizados pelas unidades de Saúde existentes em Aracaju naquele momento. Foram 22 locais escolhidos: Postos de Saúde do Palácio Serigy, Dona Jove (B. Industrial), Dona Sinhazinha (B. Grageru), Carlos Menezes (B. Santo Antonio), Antonio Alves (Atalaia), LBA, Centro Professor Martagão Gesteira (Hospital de Cirurgia), Posto Médico do Mosqueiro. Os demais locais de vacinação foram instalados em Escolas e outros prédios públicos.
Exatamente na data prevista, 24 de abril, as 07 horas, o Governador Luiz Garcia abriu a campanha, colocando as gotinhas na boca da primeira criança. No primeiro dia foram imunizadas mais de oito mil crianças.
Somente de Itabaiana, o Prefeito Euclides Paes Mendonça trouxe mais de mil crianças, em quarenta veículos.
Eu estava nessa comitiva. Mesmo com oito anos, e a vacina sendo indicada até os seis anos, minha mãe achava que seria bom eu me proteger, e me empurrou em um dos ônibus. Talvez por isso, no final faltaram vacinas.
Das 30 mil doses enviadas pelo Ministério, até penúltimo dia já tinham sido aplicadas 29.854 doses. Na sexta-feira, dia 29 de abril, dois ônibus de Campo do Brito e Itabaiana voltaram sem ter conseguido vacinar as crianças. A vacina acabou.
Essa foi a minha segunda visita a Aracaju. Com um ano de idade, fui trazido às pressas para retirada de um tumor no peito, no Hospital de Cirurgia, e fui salvo pelas mãos do Dr. Airton Teles, filho de Itabaiana.
Voltei aos oito anos para me vacinar.
Nessa viagem, quando a marinete passava pela Av. Maranhão, perto do antigo aeroporto, alguém gritou: olhe um avião! Eu ouvi a “zoada”, e como nunca tinha visto um avião, incontinente, botei a cabeça para fora pela janela. Além de não avistar nada, o chapéu novo, de couro, comprado só para a viagem, voou de minha cabeça. Eu nem vi a invenção de Santos Dumont e ainda por cima perdi o meu chapéu.
Fui vacinado na LBA, em abril de 1962.
Antonio Samarone.

O IMPALUDISMO EM ARACAJU




Os miasmas do Aracaju – impaludismo ou sezão.
(por Antonio Samarone)
Desde a fundação, os baixios pestilentos do Aracaju eram infestados de mosquitos. Aracaju era zona endêmica de malária, e outras pestes. As que mais matavam eram a bexiga, as câimbras de sangue e a tísica ou peste branca.
Um grande agravo em Aracaju foi a infestação pelo Anopheles gambiae, mosquito de origem africana. O melhor vetor da doença no mundo, que no final da década de 1930, invadiu a Capital de Sergipe. Grandes investimentos foram realizados em Aracaju para erradicar esse mosquito.
Os recursos da Fundação Rockeffeler para a erradicação do “gambiae”, um transmissor da malária de habitat domiciliar, custearam o aterro de várias lagoas, bem como a construção e drenagem dos famosos canais do Aracaju.
A Organização Mundial da Saúde lançou em 1957 as bases para a Campanha Mundial de Erradicação da Malária, que incluía uma fase preparatória, com a identificação de todas as áreas malarígenas e seus imóveis em condições de receber a aplicação do inseticida, seguida de uma fase de ataque, com a borrifação semestral de DDT nos imóveis.
Em seguida, o tratamento de todos os moradores com sintomas, coleta de amostras de sangue para confirmação laboratorial e aplicação de medidas de controle de criadouros dos mosquitos (drenagem, aplicação de larvicidas). Nesta fase era obrigatória a observação do princípio de cobertura total.
Em fevereiro de 1965, o Dr. José Leite Primo, coordenador do Departamento de Erradicação da Malária em Sergipe, declarou publicamente: a malária está controlada em Sergipe. Durante o ano de 1964 foram notificados apenas 39 casos, quase todos importados da Bahia, e somente 03 casos oriundos do território sergipano.
A principal ação foi o uso intensivo do DDT (diclorodifeniltricloretano) no combate ao mosquito transmissor da malária.
A doença encontrava-se na fase de vigilância. A malária é uma doença infecciosa, causada por um protozoário unicelular, do gênero Plasmodium e transmitida de uma pessoa para outra, por meio da picada de um mosquito do gênero Anopheles, por transfusão de sangue ou compartilhamento de agulhas e seringas infectadas com plasmódios.
Durante o ano de 1964 foram borrifados com DDT setenta mil unidades domiciliares em Sergipe, por duas vezes, sendo consumidos sessenta toneladas do inseticida, para a erradicação da malária.
O DDT foi a maior arma.
Depois da borrifação, foram examinada 40.108 pessoas febris e constatada a doença em apenas 42, e somente 03 casos foram adquiridos em Sergipe.
O DDT (dicloro-difenil-tricloroetano), uma substância produzida em 1874, por um laboratório de Estrasburgo, França, e que teve sua propriedade como inseticida descoberta pelo Químico Paul H. Müller, em 1939, o que lhe agraciou o prêmio Nobel de Medicina, de 1948.
O DDT foi o primeiro pesticida moderno, eficaz para a erradicação de vários tipos de artrópodes. Foi eficiente no combate à malária, febre amarela e ao tifo.
No Brasil, o DDT foi o responsável pela erradicação do Aedes aegypti, em 1955. Depois retornou e nos inferniza até hoje. Foi o DDT que acabou com a malária em Aracaju.
O DDT ao lado da penicilina, foram consideradas as duas descobertas mais impactantes no combate as doenças infecciosas, festejadas mundialmente.
Durante décadas, o produto foi largamente usado até a comprovação que, além de provocar câncer, ele demora de 4 a 30 anos para ser degradado. O DDT tem efeito prolongado, move-se facilmente pelo ar, rios e solo e acumula-se no organismo dos seres vivos, no caso do homem na glândula tireoide, fígado e rim.
Em poucas décadas o DDT caiu em desgraça, passando a ser considerado um veneno de elevada toxidade. Por esse elevado risco, o DDT foi banido de vários países como a Hungria (1968); a Noruega e a Suécia (1970); e a Alemanha e os Estados Unidos (1972).
O Brasil, baniu o DDT somente em 2009, proibindo sua a fabricação, importação, exportação, manutenção em estoque, comercialização e uso. No Brasil, o uso do DDT foi intensivo e indiscriminado, quase em controle.
Trabalhadores da Saúde Pública (DENERU, SUCAM) foram contaminados, sem uma devida avaliação das sequelas.
Em Itabaiana, inventaram uma pomada artesanal (vaselina + DDT), muito usada no tratamento das infestações do Tunga penetrans (bicho de porco, bicho de pé). Era um “santo remédio”.
Antonio Samarone.

A PAIXÃO PELOS EXAMES



A paixão pelos exames. (por Antonio Samarone)
Rosa Maria, 67 anos, viúva, seis filhos, nascida e criada na Sambaíba. Rosa tinha um verdadeiro fascínio pelos exames de laboratório. Ela tratava-os com intimidade, apenas como exames.
Rosa não deixava o Dr. Valadão sossegado. Queria exames quando sentia qualquer mal-estar, para saber os motivos. Queria quando estava bem, para saber se existia algo de errado que ela não estivesse percebendo e, algumas vezes, queria só porque tinha passado muito tempo do último exame.
A mesma paixão Rosa Maria devotava aos exames instrumentais. Ela fazia semestralmente uma endoscopia digestiva alta, para avaliar o estomago, um ecocardiograma, uma TAC (Tomografia Axial Computadorizada), para saber se existe sinais de algum tumor escondido no pulmão ou no cérebro e uma ressonância magnética, para antecipar algum sinal precoce de Alzheimer.
Se houvesse dúvidas, Rosa Maria pedia para repetir os exames.
Mesmo assim, Rosa Maria só vivia reclamando: “Nunca mais fiz um exame, preciso me cuidar”. Rosa era uma sofredora, um padecimento antigo, que os remédios da medicina apenas atenuavam. O diagnóstico, cada médico dizia uma coisa.
Rosa pagava uma pequena fortuna ao Plano Plus de Saúde Bradesco, para ter de tudo quando precisasse. Entre a saúde e a salvação, ela priorizava a saúde.
Nesse domingo de carnaval, Rosa Maria morreu de repente. Passou um vento. O médico que assinou o atestado de óbito, depois de revisar todos os exames, que ela guardava embaixo do colchão, assinalou: “morte por causa ignorada.” Uma decepção para a família, logo ela, que tanto se cuidava, a medicina não sabia a causa morte.
Em meio as incertezas da família, Seu Belisário, rezador afamado na Itabaiana Grande, sentenciou: “Rosa Maria morreu de raiva guardada.” Ela nunca teve nenhuma doença grave, era sã psíquica. Ela padecia dessa raiva guardada, um ódio antigo, uma mágoa incurável, que lhe causava um grande sofrimento, e terminou matando-a.
Tem coisas que a tecnologia médica ainda não alcança só com exames, disse o rezador Belizário.
Descanse em Paz, Dona Rosa Maria de Oliveira, do velho tronco dos ferreiros das Flechas.
Antonio Samarone.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

HOSPITAIS EM SERGIPE


Hospitais em Sergipe (Por Antonio Samarone)

A lei 446, de 12 de novembro de 1902, definiu o orçamento do Estado de Sergipe para o ano de 1903. O orçamento total era da ordem de 1.594:620$543. Estava previsto para a saúde pública 14.862$000, ou seja, uma insignificância menor que um por cento; como termo de comparação, para as Prisões estava destinado 48.428$000, isto é, cerca de quatro vezes superior à saúde pública.

No início do século XX, existiam sete hospitais funcionando em Sergipe (Aracaju, Capela, Estância, Rosário, Maroim, Lagarto e Laranjeiras), todos administrados por instituições de caridade.

Em Itabaiana, somente em 30 de março de 1941 foi inaugurado o Hospital de Caridade de Itabaiana, que pouco tempo depois passou a denominar-se Hospital Regional Rodrigues Dória.

A construção do Hospital arrastou-se por vários anos, tendo sido iniciado antes de 1930. Finalmente, com a ajuda do Prefeito Sílvio Teixeira a obra foi concluída. O primeiro médico a dirigir clinicamente o Hospital foi o Dr. Gileno Almeida Costa.

Registro os bons serviços prestados à população pelos funcionários Flodualdo, Tereza, Alberício e Josué. Quem precisasse tomar uma injeção, encanar um braço, sarjar uma maldita, drenar um tumor, suturar um pequeno corte, arrancar um unha, estavam eles lá, atentos e disponíveis.

Também forneciam remédios de graça para verme, doença do mundo, pano branco, sarna e impinge.

Esse hospital funcionou até 1977, quando a filantropia e a caridade saíram de moda.

Antonio Samarone.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

ITABAIANA - MATERNIDADE SÃO JOSÉ


Itabaiana - Maternidade São José (por Antônio Samarone)

O Centro de Ação Social Católica de Itabaiana, dirigido pelo Pe. Artur Moura Pereira, inaugurou em 01 de setembro de 1959 a Maternidade São José, com 22 leitos para gestantes indigentes e 02 para pensionistas.

Todos os equipamentos da Maternidade foram doados pela Legião Brasileira de Assistência (LBA). Foi indicado como primeiro diretor da nova Casa de Saúde o médico humanitário Pedro Garcia Moreno.

Durante o primeiro ano de funcionamento foram internadas nessa Maternidade 282 mulheres; sendo 218 partos, 55 atendimentos a abortos, 07 para observação, 02 extração de placenta; foram 211 crianças nascidas vivas, 14 nascidas mortas, 01 parto cirúrgico e 01 óbito materno.

Na solenidade de inauguração estavam presentes: o Bispo diocesano, Dom José Vicente Távora; o Diretor do Departamento Estadual de Educação, Pe. José Araújo Mendonça; o representante da LBA em Sergipe, Dr. Carlos Melo; o médico itabaianense Dr. Airton Teles, o Pe. Artur Moura Pereira, D. Maria Pereira e Antonio Oliveira (Tonho de Dóci).

A solenidade foi abrilhantada pela banda de música de Campo do Brito.

Em 11 de fevereiro de 1967, foram aprovados os Estatutos da Maternidade São José, como uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que visava prioritariamente o atendimento da gestante desamparada. A primeira direção foi constituída pelas Irmãs Rafaela Pepee, Marta Hulshen, Evência Vasconcelos e Maria Ivência Lobo.

O Colégio e Educandário Dom Bosco foi fundado em 01 de março de 1963.

Antônio Samarone.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

A LOUCURA EM SERGIPE


A Loucura em Sergipe (por Antônio Samarone)

O Jornal Correio de Aracaju, edição de 23 de fevereiro de 1943, divulgou com grande ênfase uma carta do Dr. Garcia Moreno, Diretor da Colônia de Psicopatas, anunciando importantes incorporações tecnológicas da psiquiatria sergipana. Observem os termos mais esclarecedores da missiva:

“Comunico que desde outubro de 1942 o nosso Hospital Colônia de Psicopatas inclui em seus trabalhos rotineiro, ao lado da aplicação mais antiga dos métodos de Sakel e Meduna (insulina e cardiazol), a convulsoterapia de Cerletti e Bini”.

“Possuímos um aparelho de eletrochoque terapia fabricado pela Offener Electronies, dos Estados Unidos, do tipo mais moderno e portador das mais recentes inovações técnicas, de notáveis vantagens práticas (máquina de curar louco). Custou ao Governo Estado perto de treze mil cruzeiros e chegou a Aracaju por via aérea, o aparelho pesa menos de oito quilos”.

“Quase quarenta pacientes já foram, entre nós, submetido ao método de Cerletti, num total de crises convulsivas que andam perto de novecentas”.

A convulsoterapia elétrica era apontada como um grande avanço para psiquiatria pelas seguintes vantagens: baixo custo; rapidez na aplicação; e substituir a convulsoterapia cardiozóliza, muito temida pelos pacientes devido à elevada freqüência de fratura de costelas.

Continua Dr. Garcia Moreno em sua carta:

“Aqui, como em outras partes, duas a três aplicações semanais de uma corrente elétrica de 450 miliampere, durante 0,2 segundos através do cérebro, tem em pouco mais de um mês reconduzido a vida psíquica normal homens e mulheres”.

“Como se vê, a psiquiatria não é mais uma especialidade médica de literatos e filósofos. Não na medicina moderna, afora a cirurgia, setor de maiores ousadias técnicas. Como se vê, o doente mental encontra hoje recursos terapêutico tão eficientes quanto os que beneficiam as demais especialidades médicas”.

Antônio Samarone.