A Violência Política em Itabaiana.
(por Antonio Samarone)
Na década de 1960, Itabaiana foi marcada pela lei do mais forte. Quem comandava a política, tudo podia, impunemente. O auge da violência, durou 4 anos.
Nas eleições de 1962, Euclides Paes Mendonça elegeu-se Deputado Federal, o filho, Antonio, Deputado Estadual; e um correligionário, Jose Sizino de Almeida, Prefeito.
Fez barba e cabelo, mandava em tudo, nas coisas e nas gentes. Uma nota: essa violência em Itabaiana, era aliada do crescimento econômico local, criando os espaços urbanos exigidos.
Como nem tudo é perfeito, os adversários (PSD) elegeram o Governador – Seixas Dórea. A contradição era evidente. Euclides perdeu o mando do Fisco (o contrabando) e da Polícia (a violência).
Euclides continuou com polícia própria. Uma milícia (a Guarda Municipal, "armada até os dentes").
Em 20 de abril de 1963, um sábado agitado, na feira de Itabaiana. Euclides, pessoalmente, resolver relocar a banca de rede de Seu Antonio de Genoveva. “É um desaforo, esse velho pessedista, ficar nesse ponto privilegiado”. A banca do velho, ficava defronte ao armazém de Manoel Teles, o chefe da oposição municipal.
Antonio Joaquim de Santana, Seu Antonio das redes, era um velhinho baixo, cabelos loiros e olhos azuis. Gente de fibra. Esclarecido. Natural das Candeias. Um pessedista raiz, conhecido de Leite Neto, que veio a Itabaiana, para proteger o seu amigo, depois do conflito. Euclides pensava o quê?
A família de Seu Antonio era do engenho Matebe, vizinho a Riachuelo dos Leites. Por isso, ele era pessedista.
O chefe da UDN era acostumado a prender e judiar os adversários. Muitas famílias fugiram, outras sofreram. O vereador Vital da Lapa teve o seu rosto queimado com um charuto, pessoalmente por Euclides.
Nesse tempo, era costume, os presos políticos serem obrigados a encher a caixa d’água da cadeia, carregando água do Tanque do Povo. Entre apanhar, ser esbofeteado, e a humilhação da lata furada, a segunda era uma opção menos dolorosa.
Seu Antonio, era um velho de fibra. Não aceitou a transferência. Cruzou a rua, e foi prestar queixa a Manoel Teles. A coisa ficou feia, arma em punho, xingamentos e palavrões. O que se sabe é que o velhinho ficou.
Seu Antonio de Genoveva era irmão de Erundino das redes, que formou uma grande família, em Aracaju, na Rua Santa Rosa (Padaria Garça). Erundino era avô de Americo Alves, o presidente da Federação Sergipana de Futebol. O outro irmão de Seu Antonio, era Ascendino, meu avô paterno, que eu não conheci.
Antonio Joaquim de Santana, Antonio das redes, foi casado com Zulmira Francisca Teles. Enviuvou, e casou-se dom Dona Ernestina. Antonio das redes era pai de Oliveira, José das redes e Rosália.
O desembargador Vladimir Carvalho, da loja do pai, assistiu pessoalmente o arranca rabo entre os dois coronéis, por conta da resistência de Seu Antonio. “Se Euclides, aquela altura, tivesse atirado, ou determinado que alguém da Guarda o fizesse, Manoel Teles, que estava desarmado, era alvo fácil” – Vladimir.
No dia seguinte, domingo, 21 de abril de 1963, a Guarda Municipal, comandada por Sólon e Daniel, e a polícia Militar, comandada pelo Major Teles entraram em combate aberto. A praça da Igreja virou campo de guerra. O Major tombou. Não se mata um oficial impunemente.
Em 08 de agosto de 1963, durante uma passeata estudantil, Euclides (deputado Federal) e o filho (depurado estadual), foram fuzilados no meio da rua.
Em 31 de agosto de 1967, Manoel Teles, o chefe da oposição, foi assassinado, por vingança, na porta de casa, por um pistoleiro de aluguel. Uma vingança simbólica.
A próspera Itabaiana abateu-se, com a violência política.
A ditadura de 1964, acabou com os partidos políticos, e jogou mesmo os mais odientos adversários locais, num mesmo saco (ARENA). Virou tudo ARENA. PSD e UDN. A resistência criou o MDB.
Em Itabaiana, o MDB de Zé Carlos Teixeira foi entregue a professores esclarecidos (Guga), estudantes universitários e meia dúzia de alfaiates. Entre esses, Seu Filadelfo Araújo, que, por circunstâncias, virou Prefeito.
Mesmo com todos na ARENA, a política em Itabaiana não foi pacificada. A violência recuou muito pouco, mas recuou. Foi recuando lentamente.
A ditadura limitou a violência política local, tirou dos chefes os plenos poderes sobre a justiça, a polícia e o fisco. Surgiu uma nova forma de violência em Itabaiana, essa, adversária da economia.
Uma política voltada para dentro dos grupos, para os correligionários.
O novo acirramento político não fazia concessões aos adversários. Qualquer iniciativa empresarial era antecedida com a pergunta: eles votam em quem? O desenvolvimento de Itabaiana foi sufocado pela politicagem. Mesmo iniciativas boas para o município, partindo dos adversários, eram ignoradas.
Foi preciso esperar o século XXI, com a consolidação da liderança Valmir de Francisquinho, voltada para a lógica da conciliação, do bem público e do respeito aos adversários, para a economia itabaianense mostrar a sua cara. A violência política ficou na história.
Com o fim da violência política como regra, com a redução das tensões, dos conflitos e dos ódios políticos, a cidade desabrochou. Os empreendedores tiveram liberdade. A cidade encontrou o seu caminho.
A paixão política em Itabaiana, possui longas raízes. O PSD e a UDN foram extintos em 1965. O AI nº 2, extinguiu 13 legendas e criou o bipartidarismo. O meu pai faleceu no início de fevereiro de 2011, mas continuava pessedista (PSD), extinto há 46 anos.
Papai era analfabeto. Antigamente, antes das eleições, onde analfabeto não podia votar, papai treinava, desenhando o nome, para votar em que ele acreditava ser o herdeiro do PSD, de Leite Neto. Trenei papai, com o punho duro, sem habilidades com o lápis, para ele votar no PSD, de Manoel Teles.
Era uma vingança, ao que fizeram com o seu Tio Antonio. Meu pai tinha medos, não comentava política publicamente. Calado, votava em Zé de Brió. Cochichava pelos cantos, com os amigos. Papai também vendia redes.
Nos últimos 14 anos, Itabaiana passou por uma revolução cultural, com a pacificação da violência política.
Antonio Samarone.
quarta-feira, 17 de junho de 2026
A VIOLENCIA POLÍTICA EM ITABAIANA
sábado, 13 de junho de 2026
SANTO ANTONIO E ALMAS.
Santo Antonio e Almas
(por Antonio Samarone)
Lá em casa, somos todos Antonio. A devoção de mamãe era exagerada (depois virou Crente). Se o primeiro filho fosse menino, seria Antonio. E foi. A promessa foi paga.
O primeiro colono que chegou à Itabaiana, trouxe um Santo Antonio, de Portugal. Veio de Coimbra. Conta-se, que essa imagem acompanhou Conselheiro (1874), em sua peregrinação ao Monte Santo.
Os primeiros colonos, sofreram influências dos franciscanos (Santo Antonio) e dos beneditinos (São Bento). Fundaram a Villa de Santo Antonio e Almas de Itabaiana. Itabaiana Grande era o nome indígena da Serra.
E “Almas”? Almas foi uma referência a São Miguel, patrono dos beneditinos e padroeiro das almas do purgatório.
No altar principal da Matriz de Itabaiana, encontram-se os dois Santos (veja a foto). Santo Antonio o guerreiro, demiurgo e casamenteiro. Mais recentemente, padroeiro dos caminhoneiros.
Itabaiana antes de Villa, foi Freguesia. A cruz antecedeu a espada.
A Villa deve a sua fé e a sua religiosidade ao franciscano Santo Antonio.
A influência dos beneditinos (São Miguel), deu-se no modo de vida. “Ora et labora” – ora e trabalha. Itabaiana não dorme. Muitos dos colonos eram cristãos novos. Talento para os negócios.
Em 1665, os beneditinos em Itabaiana, criaram a “A Irmandade das Santas Almas do Fogo do Purgatório”, a centenária Irmandade das Almas, que daqui a pouco (13/06), puxará a maior procissão de Sergipe.
O capítulo XII, dos compromissos da Irmandade das Almas, obriga:
“Os irmãos desta Santa Irmandade serão obrigados no dia de São Miguel, 29 de setembro, como protetor das Almas, fazer-lhe a sua festa, que consta de missa cantada e pregação, com toda a solenidade, e lhe dirão uma capela de missas em seu altar, as quartas-feiras.”
A Capela de São Miguel está erguida no Cemitério de Santo Antonio e Almas.
A Irmandade das Almas possuía vida própria, independência da igreja e patrimônio: cemitério e o laudêmio, cobrado pelo terreno comprado ao Padre Sebastião Pedroso de Goes, onde se instalou a sede da Villa. Por aqui passou um padre, que reformou os estatutos. A Paroquia tomou conta da Irmandade.
Sou dos tempos, que o presidente da Irmandade das Almas era Zé Bigodinho. Que representava a loteria federal em Itabaiana.
Comemora-se a festa de Santo Antonio em Itabaiana, desde o início do século XVII. Na segunda metade do século XX, o trezenário foi diversificado. Os caminhoneiros juntaram a folia e os negócios, a parte religiosa. A festa religiosa juntou-se a festa pagã. A alvorada de fogos virou o buzinaço.
Após muitas comemorações, alegria e zoada, hoje, (13/06), para-se um pouco, para se acompanhar a procissão. Uns pagando promessa, outros rezando distraídos e, uma minoria, prestando a atenção a vida dos outros.
No meio dos devotos, os políticos distribuem acenos, risos sinceros e simpatias. Não posso esquecer de ressaltar a garbosa filarmônica, executando seus velhos dobrados.
Esse ano, depois da procissão, teremos uma novidade: o Brasil estreia na Copa do Mundo.
Antonio Samarone. Secretário de Cultura de Itabaiana.
(por Antonio Samarone)
Lá em casa, somos todos Antonio. A devoção de mamãe era exagerada (depois virou Crente). Se o primeiro filho fosse menino, seria Antonio. E foi. A promessa foi paga.
O primeiro colono que chegou à Itabaiana, trouxe um Santo Antonio, de Portugal. Veio de Coimbra. Conta-se, que essa imagem acompanhou Conselheiro (1874), em sua peregrinação ao Monte Santo.
Os primeiros colonos, sofreram influências dos franciscanos (Santo Antonio) e dos beneditinos (São Bento). Fundaram a Villa de Santo Antonio e Almas de Itabaiana. Itabaiana Grande era o nome indígena da Serra.
E “Almas”? Almas foi uma referência a São Miguel, patrono dos beneditinos e padroeiro das almas do purgatório.
No altar principal da Matriz de Itabaiana, encontram-se os dois Santos (veja a foto). Santo Antonio o guerreiro, demiurgo e casamenteiro. Mais recentemente, padroeiro dos caminhoneiros.
Itabaiana antes de Villa, foi Freguesia. A cruz antecedeu a espada.
A Villa deve a sua fé e a sua religiosidade ao franciscano Santo Antonio.
A influência dos beneditinos (São Miguel), deu-se no modo de vida. “Ora et labora” – ora e trabalha. Itabaiana não dorme. Muitos dos colonos eram cristãos novos. Talento para os negócios.
Em 1665, os beneditinos em Itabaiana, criaram a “A Irmandade das Santas Almas do Fogo do Purgatório”, a centenária Irmandade das Almas, que daqui a pouco (13/06), puxará a maior procissão de Sergipe.
O capítulo XII, dos compromissos da Irmandade das Almas, obriga:
“Os irmãos desta Santa Irmandade serão obrigados no dia de São Miguel, 29 de setembro, como protetor das Almas, fazer-lhe a sua festa, que consta de missa cantada e pregação, com toda a solenidade, e lhe dirão uma capela de missas em seu altar, as quartas-feiras.”
A Capela de São Miguel está erguida no Cemitério de Santo Antonio e Almas.
A Irmandade das Almas possuía vida própria, independência da igreja e patrimônio: cemitério e o laudêmio, cobrado pelo terreno comprado ao Padre Sebastião Pedroso de Goes, onde se instalou a sede da Villa. Por aqui passou um padre, que reformou os estatutos. A Paroquia tomou conta da Irmandade.
Sou dos tempos, que o presidente da Irmandade das Almas era Zé Bigodinho. Que representava a loteria federal em Itabaiana.
Comemora-se a festa de Santo Antonio em Itabaiana, desde o início do século XVII. Na segunda metade do século XX, o trezenário foi diversificado. Os caminhoneiros juntaram a folia e os negócios, a parte religiosa. A festa religiosa juntou-se a festa pagã. A alvorada de fogos virou o buzinaço.
Após muitas comemorações, alegria e zoada, hoje, (13/06), para-se um pouco, para se acompanhar a procissão. Uns pagando promessa, outros rezando distraídos e, uma minoria, prestando a atenção a vida dos outros.
No meio dos devotos, os políticos distribuem acenos, risos sinceros e simpatias. Não posso esquecer de ressaltar a garbosa filarmônica, executando seus velhos dobrados.
Esse ano, depois da procissão, teremos uma novidade: o Brasil estreia na Copa do Mundo.
Antonio Samarone. Secretário de Cultura de Itabaiana.
sábado, 6 de junho de 2026
O SAGRADO E O PROFANO
O Sagrado e o Profano.
(por Antonio Samarone)
As festas juninas em Itabaiana, começam com Santo Antonio. São treze dias! São as primeiras fogueiras.
Amanha, 07 de junho, acontecerá em Itabaiana a tradicional “Carreata Mirim”. Milhares de crianças desfilarão pelas ruas da cidade, puxando o seu caminhãozinho, em memória aos que lutaram nas estradas, para trazer o progresso para Itabaiana.
Itabaiana é a Capital Nacional do Caminhão, pelo afeto. As crianças respondem, majoritariamente, a indagação: o que você quer ser quando crescer: caminhoneiro! E consideram o caminhãozinho, o brinquedo preferido.
A carreata mirim celebra quem tombou nas estradas. Celebra o sofrimento, a solidão, a vida dura, a pressa para chegar, os riscos e a saudade da família, marcas dos caminhoneiros.
Os meninos e as meninas que desfilarão com os seus caminhõezinhos, são filhos (alguns órfãos), netos, sobrinhos, irmãos, parentes e aderentes, dos que ganham a vida nas estradas.
A carreta mirim, a maior do mundo, é uma festa das famílias. Um reconhecimento social, aos que formam os alicerces do desenvolvimento itabaianense.
A manifestação faz parte da festa dos caminhoneiros, parte profana das centenárias Trezenas de Santo Antonio.
A estrada de rodagem chegou a Itabaiana em 22 de abril de 1928. (a foto acima é da inauguração) Governo de Manuel Dantas.
Pouco tempo depois, o primeiro caminhão, de Esperidião Noronha, fazendo linha de feira para Laranjeiras. A produção agrícola se livrava da dependência dos tropeiros.
Na década de 1950, registrava-se cerca de 20 caminhões, em Itabaiana. A explosão aconteceu com a chegada de BR – 235. Uma rodovia federal, que liga Sergipe ao Pará, que chegou em Itabaiana em 1953. Foi o ponto de partida, para o crescimento da frota de caminhões.
Oviedo Teixeira e Euclides Paes Mendonça implantaram concessionárias da Ford e da Chevrolet e passaram a financiar, com capital próprio, a venda de caminhão. Se comprava com notas promissoras. A frota cresceu. No auge, Itabaiana teve a segunda maior transportadora do Brasil.
Entre os dias 09 a 12/06, começa a Feira do Caminhão: negócios, histórias e tradição. Junto, a Feirinha Cultural, a Boleia do Caminhão (SEBRAE) e um festival estadual de quadrilha junina.
Paralelo, em outro horário e local, tem a Festa do Caminhoneiro, com mais brilho que os 2 meses de festa do governo do estado. No dia 12/06, é a Trezena dos Motoristas e a alvorada (fogos). Tradição centenária, dos velhos fogueteiros.
No dia 13/06, ocorre a maior procissão de Santo Antonio, do Nordeste. Em Itabaiana, Santo Antonio, além de casamenteiro e demiurgo, e padroeiro dos motoristas.
A procissão é a hora de pagar as promessas, agradecer as graças recebidas e se fazer novos planos. A procissão realiza-se regularmente desde 1785, quando a primeira imagem do Santo, de madeira, chegou de Coimbra.
Sempre puxada pela Irmandade das Santas Almas do Purgatório e pelo estandarte do Sagrado Coração de Jesus.
Fogo Capitulino!
Antonio Samarone – devoto de Santo Antonio.
(por Antonio Samarone)
As festas juninas em Itabaiana, começam com Santo Antonio. São treze dias! São as primeiras fogueiras.
Amanha, 07 de junho, acontecerá em Itabaiana a tradicional “Carreata Mirim”. Milhares de crianças desfilarão pelas ruas da cidade, puxando o seu caminhãozinho, em memória aos que lutaram nas estradas, para trazer o progresso para Itabaiana.
Itabaiana é a Capital Nacional do Caminhão, pelo afeto. As crianças respondem, majoritariamente, a indagação: o que você quer ser quando crescer: caminhoneiro! E consideram o caminhãozinho, o brinquedo preferido.
A carreata mirim celebra quem tombou nas estradas. Celebra o sofrimento, a solidão, a vida dura, a pressa para chegar, os riscos e a saudade da família, marcas dos caminhoneiros.
Os meninos e as meninas que desfilarão com os seus caminhõezinhos, são filhos (alguns órfãos), netos, sobrinhos, irmãos, parentes e aderentes, dos que ganham a vida nas estradas.
A carreta mirim, a maior do mundo, é uma festa das famílias. Um reconhecimento social, aos que formam os alicerces do desenvolvimento itabaianense.
A manifestação faz parte da festa dos caminhoneiros, parte profana das centenárias Trezenas de Santo Antonio.
A estrada de rodagem chegou a Itabaiana em 22 de abril de 1928. (a foto acima é da inauguração) Governo de Manuel Dantas.
Pouco tempo depois, o primeiro caminhão, de Esperidião Noronha, fazendo linha de feira para Laranjeiras. A produção agrícola se livrava da dependência dos tropeiros.
Na década de 1950, registrava-se cerca de 20 caminhões, em Itabaiana. A explosão aconteceu com a chegada de BR – 235. Uma rodovia federal, que liga Sergipe ao Pará, que chegou em Itabaiana em 1953. Foi o ponto de partida, para o crescimento da frota de caminhões.
Oviedo Teixeira e Euclides Paes Mendonça implantaram concessionárias da Ford e da Chevrolet e passaram a financiar, com capital próprio, a venda de caminhão. Se comprava com notas promissoras. A frota cresceu. No auge, Itabaiana teve a segunda maior transportadora do Brasil.
Entre os dias 09 a 12/06, começa a Feira do Caminhão: negócios, histórias e tradição. Junto, a Feirinha Cultural, a Boleia do Caminhão (SEBRAE) e um festival estadual de quadrilha junina.
Paralelo, em outro horário e local, tem a Festa do Caminhoneiro, com mais brilho que os 2 meses de festa do governo do estado. No dia 12/06, é a Trezena dos Motoristas e a alvorada (fogos). Tradição centenária, dos velhos fogueteiros.
No dia 13/06, ocorre a maior procissão de Santo Antonio, do Nordeste. Em Itabaiana, Santo Antonio, além de casamenteiro e demiurgo, e padroeiro dos motoristas.
A procissão é a hora de pagar as promessas, agradecer as graças recebidas e se fazer novos planos. A procissão realiza-se regularmente desde 1785, quando a primeira imagem do Santo, de madeira, chegou de Coimbra.
Sempre puxada pela Irmandade das Santas Almas do Purgatório e pelo estandarte do Sagrado Coração de Jesus.
Fogo Capitulino!
Antonio Samarone – devoto de Santo Antonio.


